Uma razão para ir ao Arruda.
fev26

Uma razão para ir ao Arruda.

Samarone me disse que iria escrever um texto elencando doze razões para irmos ao Arruda. Mas Gerrá apareceu na Casa Azul enquanto ele escrevia e o texto desandou. Fiquei com essa ideia na cabeça: quais razões são relevantes para ir ao Arruda? Fui ver o jogo do Santinha contra o Pesqueira nesse domingo. Encontrei-me com meu grande amigo e poeta Pietro Wagner em Abílio. Tomamos uma cervas enquanto discutíamos a atual situação do Mais Querido. Seguimos para as sociais, compramos mais cerva e comi um cachorro-quente (o melhor do mundo). O jogo já começou com o desastre da cavalice desnecessária de Luiz Otávio. Aí, meus amigos, o time desandou. Até fundamento básico parece que nossos jogadores desaprenderam. Juninho chegou com Veridiana no meio do primeiro tempo vindo de mais uma farra frevística. Quando Giovanni – que havia substituído Héricles – mata a bola no peito, Juninho me pergunta: “Quem é esse cara?”. Dupla surpresa: primeira, Juninho, que sabe tudo do Santinha, não conhecer um jogador e, segundo, estamos tão carentes que uma jogada minimamente bem realizada chama nossa atenção. O segundo tempo foi um pouco melhor, apesar de considerar esse um dos jogos mais feios e atabalhoados que vi na vida. Robinho – que parece um louco com pulmão de aço – meteu uma bola no travessão e tivemos um pênalti em Augusto anulado pelo bandeirinha. Acabou a pelada e seguimos para a saideira em Abílio. Ridoval apareceu com seu sorriso fácil e largo, sempre alegre e de bem com a vida. Jerry, o inglês hooligan, apareceu com seu filho Charlie (na foto). Marc, o inglês gentleman, apareceu com seu filho João. Interessante que Charlie é extrovertido, brincalhão e cheio de energia como o pai. João é moderado, introspectivo e analítico sobre as coisas. Perguntamos aos dois: “Qual a melhor cidade para se viver? Recife, Lisboa ou Londres?”. Charlie defendeu Lisboa e João foi enfático em defender Londres. Esses meninos sabem das coisas, já que possuem dupla nacionalidade. Conversei rapidamente em inglês com eles. Muito massa essa futura geração. E todos unidos pela paixão ao Santa Cruz! Ficamos tomando uma e Jerry sacaneado Juninho: “Juninho, veado…. vai beber Campari?”. Rimos da greia. O clima, apesar do futebol apresentado, era de alegria e celebração – como a vida deve ser encarada. Pietro me passou um zap: “Zeca, essa galera é muito massa”. É mesmo, meu velho. Eis uma das razões fundamentais que sempre me levam ao Arruda: a amizade. Encontrar os amigos antes, durante e depois dos jogos torna o Arruda ainda mais interessante. O amor ao Santa Cruz se soma às grandes amizades. Um...

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Vamos construir nossa transparência?!
fev23

Vamos construir nossa transparência?!

É algo raro de acontecer, mas vez por outra, se consegue uma boa discussão em alguns grupos de zap-zap! Ontem, surgiu um bate-papo sobre transparência e a ausência do torcedor do Santa Cruz no Arruda. Como o grupo é relativamente pequeno, deu para turma debater sem maiores problemas. O motivo que provocou a prosa foi essa história que alguns torcedores ficam dizendo por aí, que deixaram de ir para os jogos porque não há transparência no clube. Não entro no mérito se o cara que diz isto está certo ou errado, se o motivo é justo ou não,  mas penso que uma soma de fatores estão fazendo a arquibancada do Arruda ficar vazia. O povão, por exemplo, não estar indo por causa do liseu que tomou conta da vida deles. O fantasma da insegurança assusta as pessoas. A televisão e o conforto do bar faz com que muitos prefiram ficar sentados, bebendo uma cerva e vendo o jogo na tela da TV. Domingo, por exemplo, o nosso jogo vai ser transmitido ao vivo pela TV aberta. Pra quem tomou uma na praia, pro cara que tá liso, pra quem mora longe, etc, é claro que é mais cômodo ficar em casa e assistir a partida na televisão. E some a tudo isto, a decepção de ver o Santa Cruz voltar para perto do nível mais baixo do futebol. Pois bem, trocamos umas ideias sobre essas coisas e entramos na questão da transparência. No futebol brasileiro ser transparente é algo bem incomum. Os clubes, de uma maneira geral, não mostram suas contas, não deixam seu torcedor bem informado e não tornam claro como funciona seu dia-a-dia. No site oficial do Santa Cruz, por exemplo, não tem os nomes dos dirigentes, muitos menos o organograma, nem os nomes dos conselheiros. Lá no grupo do zap, entre várias colocações, um dos amigos levantou uma questão bem importante: “primeiro tem que ser definido o que é transparência!” Aproveitei o mote e emendei: o clube deveria era envolver a torcida nessa questão. Na verdade, eu já havia pensado nisto alguns dias atrás. Quando me informaram que essa gestão está elaborando um modelo de transparência, fiquei matutando sobre o assunto:  “caramba, bem que o Santa Cruz podia construir isto junto com seus torcedores”. E comecei a viajar. Imaginei nosso Clube promovendo um grande encontro para discutir e formatar o modelo de transparência. Algo do tipo, “Torcedor Coral, qual a transparência que você quer para o seu Santa Cruz?”. Se quisessem ser mais agressivo, podia ser: “Ei, você que é do Santa Cruz, tire a bunda da cadeira, saia da rede, vamos construir a Transparência Coral”....

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Vai frescar na pqp!
fev21

Vai frescar na pqp!

Sábado passado perdi o jogo em que o gol legal de Augusto foi anulado contra o Capibaribe. Estava em Caruaru lecionando em uma turma de mestrado. Assim que cheguei ao Recife, vi os melhores momentos do jogo na internet e fui checar os comentários aqui no blog. É comum o nosso amigo Tricolor Revoltado comentar o jogo e dar notas para cada jogador. Tem neguinho que fica só esperando isso. Independente de concordar com as notas ou não, ele fez um comentário que, para mim, é o mais genial do ano até agora. Reproduzo-o: “Augusto – jogou sozinho do meio pra frente – foi meia e atacante – nota 8 (VAI SERVIR PRA SÉRIE “C”) Robinho – VTNC – NOTA 0000000000 (VAI SERVIR PRA NOS phu”D”er) Vinícius – VTNC DOIS – NOTA 0000000000000000000 (VAI SERVIR PRA NOS phu”D”er)”. Genial. Não precisa comentário. Hoje também não pude ir ao Arruda. Estava em aula. Cheguei em casa no intervalo do jogo. Descobri uma transmissão no Youtube, liguei o rádio e fiquei tomando uma e acompanhando o jogo. Percebi uma coisa inédita nesse jogo para esse elenco: pela primeira vez, jogamos mal o primeiro tempo e conseguimos acertar o ritmo de jogo no segundo. Tem gente que fica babando com o jogo do Chelsea versus Barcelona. Numa boa, não estou nem aí. Gosto de futebol, mas sou tricolor coral das bandas do Arruda e só o meu Santinha realmente me interessa. Esse papo de torcer para dois ou três times me soa muito estranho. Gostei de Augusto. Robinho oscila muito. Genilson também. Júnior Rocha, descobri isso hoje, é uma incógnita. Agora de uma coisa eu tenho certeza absoluta: eu quero que João Ananias vá jogar na puta que o pariu. Ele deveria fazer um time com Ilailson. Pelo amor de todos os deuses, meu amigo. Foi uma boa vitória. Cinco seguidas com uma zaga que, ao menos, está protegendo nossa meta. E não é que o gordinho está fazendo milagres mesmo?! Estou feliz e otimista? Plus ou moins. Só sei de uma coisa: domingo estarei no...

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TCMOEE Minha Cobra, 12 carnavais
fev09

TCMOEE Minha Cobra, 12 carnavais

Primeiro surgiu o Blog do Santinha. Aliás, primeiro surgiu a Sanfona Coral. Depois, Inácio e Samarone inventaram este Blog. A turma do Blog, era praticamente a mesma da Sanfona e vice-versa. Naquele ano de 2005, alegria era o nosso nome. Tudo virava festa, tudo brilhava. E aí, a gente estava dando uma volta em Olinda, apreciando o Olinda Arte em Toda Parte. Eu, Alessandra, Samarone, Chiló e Emília. Há poucos dias, o Santa Cruz tinha sacramentado sua volta a série A. E nós, os tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda, distribuíamos sorrisos por onde passávamos. Fomos andando sem pressa pelas ruas do sítio histórico. Praça do Carmo, Igreja de São Pedro e seguimos pela Prudente de Morais. Encontramos Luciana Santos. Ela sorriu pra gente e a gente para  ela. “Olha a turma da Sanfona Coral, aí!”, e nos deu um abraço. E saímos por ali, caminhando tranquilo e calmo, passamos pelos Quatro Cantos, subimos a Rua do Amparo e ficamos na frente da Bodega do Véio comemorando aquele ano memorável. Alguns se chegavam, outros acenavam. Fazíamos brindes a todo tempo. Foi quando surgiu a ideia: “e se a gente fundasse uma Troça do Santa Cruz?” Eu disse: “porra, a gente podia fazer uma cobra bem grande e sair pelas ladeiras”. Nesse momento, o saudoso Chico Arruda, fundador da Porta, estava na nossa conversa. E Chico começou a dar corda na história. Pronto, ali, na frente da Bodega do Véio, no meio de uma grande farra, em novembro de 2005, foi fundada a Troça Minha Cobra. Não lembro exatamente quem sugeriu o nome. Só sei que, entre altas gargalhadas, o nome foi aceito por unanimidade. Daí pra frente, já são 12 anos de fundação e 11 anos de carnaval. Subimos, descemos, subimos de novo, descemos outra vez e a Minha Cobra se mantém de pé. Na próxima segunda-feira, dia 12, a gente completa 12 carnavais em Olinda. Na próxima segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018, a Troça Carnavalesca Mista Ofídica Etílica Erótica Minha Cobra, mais uma vez, vai frevar e pintar Olinda de Preto, branco e vermelho. Viva o carnaval! Viva o nosso Santa...

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Parabéns para você, Mais Querido!
fev03

Parabéns para você, Mais Querido!

Há exatos 104 anos, aqui perto de minha casa no Pátio da Santa Cruz, nasceu de maneira humilde e quase como uma brincadeira, o Santa Cruz Futebol Clube. Já estava em seu DNA: um clube do povão, democrático de berço, ansioso pela grandiosidade e destinado à glória. Eu tinha cinco anos quando fui ao Arruda pela primeira vez. Meu pai contava como ajudou a construir o Mundão. Uma nação mestiça, de todas as classes sociais, de todos os credos que possui uma paixão em comum, o Santa Cruz. Hoje é dia de comemorar, meu povo tricolor coral das bandas do Arruda. Hoje é dia de lembrar a memória daqueles que são nossos pais fundadores. Hoje é dia de sentir orgulho e lembrar que nascemos para sermos grandes. Amaldiçoados sejam todos aqueles que querem te fazer pequeno. Amaldiçoados todos aqueles que querem apenas te sugar. Amaldiçoados todos aqueles que não te amam e se dizem filhos teu. Benditos os tricolores corais de verdade. Bendita seja essa nação imensa. Bendito sejas tu, ó Mais Querido. Meu amigo Juninho me passou a seguinte mensagem hoje pelo zap: “Data sagrada! Vinculação emocional independente das tragédias anunciadas que prenuncia esta gestão. Amanhã estarei com minha camisa da Minha Cobra a desfilar pelas prévias olindenses com o orgulho de conhecer a história do meu clube. Este istmo temporal deprimente que infelizmente está se naturalizando há de ser mudado! Saudações corais eternas”. A História é dialética e somos uma nação de esperança e alegria. Estarei hoje no Pátio da Santa Cruz para ver a tradicional pelada comemorativa. Salve Santa Cruz! Salve o Mas...

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