Santa Cruz Transparência Futebol Clube
set29

Santa Cruz Transparência Futebol Clube

Meus amigos, é inegável assumir que a entrada de Martelotte deu vida nova ao Santinha. Especialmente na defesa: sofremos apenas um gol em quatro jogos, algo bem diferente dos 14 gols sofridos na era Giva. O jogo contra o Ceará, na sexta passada, foi um dos melhores jogos até aqui. Apesar do zero a zero, pense em um jogo corrido, disputado, lá e lô. Até JC foi destaque. Todo tricolor coral com quem conversei dizia a mesma coisa: “Jogo arretado. Até parecia que a gente tá no topo da tabela”. Falta nosso treinador transformar o empenho tático e técnico da defesa em realidade para nosso ataque. Amanhã, contra o Inter, teremos a parada mais difícil da competição. Mas não impossível. Depois do jogo dos tchês contra as barbies, pareceu-me ainda mais evidente aquilo que sempre repetimos aqui: essa B não mete medo, basta deixar a casa em ordem. Gerrá já acendeu umas velas para São Bambo que está mostrando para que veio. O bicho teve muito trabalho desde que foi convocado, mas não deixou a peteca cair. Santo forte, ainda mais vestido com uma camisa tricolor das bandas do Arruda. E, por falar em ordem, não esquecemos da questão fundamental para nosso futuro: transparência na nossa casa: Transparência Futebol Clube. Ainda estou conversando com Gerrá para articularmos um encontro com Esequias e quem quiser aparecer. Passei umas semanas desaparecido porque me tornei avô. Uma netinha. Pois é: grandpa, abuelito, grand-père, gorssvater, nonno, vovô. Essa tal de PVC é para se fuder, meu velho. Mas pense numa coisa muito massa ao mesmo tempo. Mas não esquecemos dessa necessidade vital para nosso Santinha. O passo inicial é tornar claro o nosso estatuto. Por isso, para ser também transparente, estamos compartilhando aqui o estatuto do clube. Se alguém tiver uma versão mais atualizada, por gentileza nos envie para que possamos compartilhar com todos. “Conheceríeis a verdade e ela vos libertará”. Eis o link (Copie e cole no seu navegador): https://docs.google.com/document/d/10geeoc1oZR7vd6yCcI9i8WZsWLtA2zG2fiIrgxp-1c0/edit Estamos torcendo para que esse movimento realmente ganhe corpo e possamos, juntos, criar voz. Seja que tipo de torcedor sejamos, temos uma coisa em comum: amor ao nosso Mais Querido. Disso ninguém duvida. E temos que pensar nosso futuro – juntos, sempre juntos e com transparência. Por enquanto, resta comprar a cerva, uns tiras e convocar os amigos para tomarmos umas aqui em casa amanhã assistindo ao jogo do Santa Cruz contra os gaúchos. Salve...

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São Bambo, escutai as nossas preces
set22

São Bambo, escutai as nossas preces

Para que nossa defesa não vacile na hora do escanteio contra nós. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Nininho acerte metade dos cruzamentos que ele fizer. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Anderson Sales consiga fazer um gol de falta. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Grafite faça um gol, nem que seja de pênalti. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Wellington César acerte muitos passes. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Wellington César não seja expulso. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Wellington César consiga sair jogando. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Wellington César consiga roubar várias bolas sem fazer falta. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que nosso goleiro Júlio César estique o braço e defenda todos os chutes do adversário. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Thiago Costa acerte os passes, os cruzamentos e a marcação. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Sandro não chegue atrasado nas jogadas. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que o triângulo Wellington César / João Ananias / Primão joguem bem e nos surpreenda. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Bruno Paulo repita a bota atuação do segundo tempo contra o Goiás. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Bruno Paulo não tenha uma recaída e mantenha o bom futebol do segundo tempo contra o Goiás. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que André Luiz faça um gol de fora da área. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que Natan, se entrar, não se machuque. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Para que o Santa Cruz consiga juntar mais uma vitória, mas um empate também serve. “São Bambo, escutai as nossas preces”. Irmãos tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda, hoje às 18h e também às 21h, estaremos juntos na casa de Samarone para fazermos está oração. Os que puderem, tentem nestes horários fazer uma corrente e se juntar a todos nós pedindo a São Bambo para iluminar nossos...

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O futebol é uma coisa linda
set16

O futebol é uma coisa linda

Quando a gente estava passando na frente da casa de Dona Edná, já bem pertinho da entrada no Portão 7, a torcida gritou gol. Como se fosse possível ver o replay do gol, o corre-corre foi grande para entrar no estádio. Passando pela catraca, Marconi profetizou: “hoje é goleada”. E quase foi. O futebol é essa coisa linda e surpreendente. O jogo estava horrível, aos 15 minutos do segundo tempo já tinha gente pedindo para acabar. A irritação começava a tomar conta da torcida. Até minha filha disse que tinha se arrependido de ter ido pro jogo. Falei para ela: “calma. O jogo só acaba quando termina”. De repente, com Wellington César e João Ananias na cabeça da área, o Santa Cruz mudou da água pro vinho e derramou alegria na massa coral. Tivemos apenas 38% de posse de bola e vencemos o jogo com direito a perder alguns gols incríveis. Se as três bolas na trave tivessem entrado, seria somente 6 a 0. Mas 3 a 0 foi ótimo. Um gol para cada uma das minha mulheres. Alessandra, Mariá e Sofia. Um gol para cada uma das nossas cores. Um gol para Chiló, João Peruca e João Valadares, velhos companheiros da arquibancada e da Sanfona Coral. Nos encontramos ontem e fizemos aquela corrente pra frente. Um gol para Madson. Outro para Guilardo. E o terceiro para Wlad. No golaço de Bruno Paulo, o terceiro gol, imaginei os três abraçados, cheios de aguardente no quengo e gritando: “agora a gente chega. No cu da jovem, no cu da jovem”. Os 3 a 0 foi também para Caroline, Aurélie e Bertille. As garotas são francesas. Estão aqui há duas semanas e ontem foram levadas por Julio Vila Nova para conhecer a magia do Arruda. Elas são formadas em Letras, vieram com apoio da Embaixada da França para dar aula de francês. Caroline na UFRPE, Aurélie na UFPE e Bertille no Colégio de Aplicação. Julio tá meio na função de cicerone. Já levou elas para comer feijoada, para ver orquestra de frevo em Olinda e ontem foi a vez de ir ao futebol. As meninas ficaram encantadas com o que viram no jogo. Bertille comentou para Julio Vila Nova. — Le fut est très important pour comprendre la culture du Brèsil. Julio ressaltou. — d’accord. Mais à Pernambuco, Santa Cruz est plus important que le fut pour comprendre le peuple du Brèsil. Bertille respondeu com aquele sotaque francês. — Hum-run! Sí. Sí! E eu fico aqui pensando… O futebol é mesmo uma coisa...

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Só a vitória. Somente isso!
set15

Só a vitória. Somente isso!

Ontem recebi pelo zap uma imagem do eterno Rosembrick. Parece que o Mago vai jogar pela Cabense. Sou fã dele. Na mesma hora me bateu uma lembrança boa: aquele time de 2005. Ali era pura raça. Valença na zaga. Na cabeça da área, tinha Neto. Na lateral-direita, Osmar. O lateral-esquerdo era Peris e Xavier. Andrade Cabeção nosso batedor de falta. No ataque Bala e Reinaldo. E no meio, o Mago Rosembrick. Na Sanfona Coral, a gente cantava assim: “devagar, que o Mago é de barro/devagar, que ele pode cair”. Quando eu vejo jogadores do quilate de Barbio e outras desgraças que já passaram por aqui, tenho a certeza que Rosembrick levou azar no futebol. As vezes falta um bom empresário pra cuidar da carreira do atleta. As vezes falta uma boa estrutura familiar. As vezes falta juízo. Mas bola, o Mago tem. Melhor do que muitos Marcinhos e outros pernas-de-pau que vestiram a nossa camisa. Aos 38 anos, se tivesse tido mais sorte, Rosembrick seria titular tranquilamente neste time do Santa Cruz. Voltando para 2005, era um jogo no Arruda. Santa Cruz x Vitória da Bahia. Eu me lembro de um traço que ele deu em um jogador do Vitória. O Mago vem em velocidade em direção a linha de fundo, o adversário chega para marcar. Rosembrick prende a bola e mete de letra por baixo das pernas do baiano, que fica mais perdido do que cachorro quando cai do caminhão de mudança. Aquilo foi mágico. Nesse time de hoje, não tem ninguém que jogue o que Rosembrick jogou. Podem juntar Léo Lima, Barbio e Pitibull que não dá um Rosembrick. Tenho saudades de 2005. Daquela energia boa que tomou conta da gente. Fazíamos a festa no cimento da arquibancada. Quem acompanhou a Sanfona Coral sabe que a gente ficava sempre no mesmo lugar e que tínhamos alguns rituais e superstições. Hoje vou para arquibancada pra ver se algum espírito bom daquele ano encarna nesse time de atual. Pra ver se alguma coisa sobrenatural que esteve no Arruda em dois mil e noventa e cinco, aparece de novo e nos salva do rebaixamento. Por um instante vou tentar abstrair e esquecer que o Santa Cruz é um clube tratado como se estivéssemos nos anos 70. Um clube que não tem transparência. Para quem não sabe, nem o estatuto está disponível no site oficial. Um clube que parou no tempo. Vou me mandar esquecendo dos Barbios, Facundos e tantos perronhas que vestem nossa camisa. Daqui a pouco, quando a bola começar a rolar, quero cegar e ver apenas nossa vitória para sairmos dessa zona. Pra mim basta um a zero,...

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Tão perto e tão distante.
set11

Tão perto e tão distante.

Meus amigos, esse aí na foto – com cara de otário na frente da Arena das Dunas durante a partida do Santinha contra o ABC – sou eu. Pois é, do lado de fora. Como havia publicado antes, nesse feriado viajei para um congresso de Filosofia em Natal. Minha palestra deveria ser no sábado às 15h30. O negócio foi tão desorganizado que acabei minha fala exatamente às 19 horas, início da partida. Estava em um hotel em Ponta Negra. Tomei um táxi voando e cheguei na Arena faltando 5 minutos para o término do primeiro tempo. Na bilheteria: “Um ingresso para o portão A, entrada da torcida visitante”, eu disse. “Não tem mais ingresso”, disse rispidamente a rapariga da atendente. “Como é que é? Ainda nem acabou o primeiro tempo”. “Não tem mais ingresso. O sistema fechou”, ela respondeu ainda mais grossa. Não só eu fiquei puto e com cara de otário. Uma porrada de tricolores corais de Parnamirim, que havia acabado de chegar, levaram essa sobrada também. Gritaria… cadê o filho da puta do gerente… isso é foda… quero meus direitos… a puta que pariu e… nada. Ficamos do lado de fora. E sem explicação alguma. “Isso é um desrespeito do carai com a torcida do Santa Cruz”, disse um boyzinho de Parnamirim. Voltei para Ponta Negra ouvindo o jogo pelo rádio. Tão perto e tão distante de ver o Santinha. Assim como estava tão perto a nossa saída da zona. Mas que, agora, parece algo bem distante. Um amigo vaticinou: “Professor, quando o Santinha tá lá em cima, aparece uma porrada de urubu para sugar o clube. Aí a gente se fode e cai. Lá embaixo, em tempos de vacas magras, só os que realmente amam o clube aparecem, daí a gente sobe. Assim não dá”. Nem posso falar da partida. Vi os lances depois. Perdemos muitos gols. E, por sorte, não levamos uns três. Martelotte disse que o time evoluiu. Essa eu não entendi. Sei apenas de uma coisa: está na hora de se criar um movimento pró Santa Cruz oriundo de sua torcida, de seus sócios. Esse papo de que sempre foi assim no Santa Cruz não cola mais. É preciso transparência em tudo, reforma no estatuto, peneira geral, reforma política, administrativa e financeira e, o que julgo o mais importante, viver na era presente. Basta dessa administração da década de 80. Estamos vivendo no passado e é lá que ficaremos se nada for feito. O futebol brasileiro, como um todo, precisa se modernizar. Sempre penso no exemplo dos clubes espanhóis. O nosso Santinha parou no tempo. As velhas caras e raposas de sempre, os...

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