Quem duvida e quem acredita?
ago08

Quem duvida e quem acredita?

O Santinha, no returno, volta a jogar em casa. Lugar de tricolor coral é no Arruda – ninguém tinha mais saco para os jogos na Arena. Jogar no Mundão do Arruda é um dos poucos pontos que teremos a nosso favor nesse confronto de hoje à noite contra o Criciúma. Vamos entrar em campo com um retrospecto de três derrotas seguidas. O fantasma dos salários atrasados continua. A diretoria fez uma porrada de promessas e não cumpriu nenhuma. Com um elenco de mediano a fraco, fica muito difícil não acreditar que a falta de grana atrapalha o desempenho dos jogadores. Hoje é aniversário do mestre Givanildo. Ele vai ter que tirar leite de pedra para que a noite seja de parabéns e não de tristeza. As mudanças contínuas no elenco atrapalham a construção de um padrão técnico e tático. Júlio César volta – particularmente, defendo Jacsson. Nininho e Tiago Costa estão suspensos. Travassos e Yuri (que só poderemos julgar a partir de hoje) assumem a difícil tarefa de dar volume e velocidade às nossas laterais. Bruno Silva e Jaime entram de cara. Aqui temos que fazer uma pausa, rezar uma prece forte e esperar que um milagre aconteça. Derley, João Ananias e Bueno possuem a tarefa quase inimaginável de criar no meio. A falta de talento nesse setor já está se transformando em um problema crônico. Outro aspecto positivo – além do retorno à nossa casa – é que o Tigre vem com quatro desfalques. Vamos torcer para que Giva possa visualizar de maneira acertada um esquema para enfrentar os catarinenses. Enquanto isso, foi levantada a hipótese de Grafite finalizar sua carreira aqui. O clube ainda possui dívidas com ele. Depois de conversar com os todos poderosos, Givanildo deu seu aval. (Essa questão precisa de uma postagem à parte para ser discutida). Estamos já batendo nas portas de Odete. Esse campeonato ficou mais complicado do que poderíamos esperar. O Criciúma está em 12º com 26 pontos. O Santinha está quase na zona com 23 e em 16º lugar. O Ceára, 4º colocado, soma apenas 31 pontos. O negócio está embolado. Hoje à noite darei aula das 19 às 22 horas. Só saberei se a noite foi boa ou um desastre muito depois do jogo. Como não terei aula na quarta pela manhã, já comprei um contrafilé e umas cervas para acompanhar a resenha quando chegar em casa. Diante de tantos problemas e de poucas notícias boas, a questão fundamental agora é: Quem acredita na nossa vitória? Quem duvida desse time? Temos chances? Givanildo vai acertar? E esses salários? Esse meio de campo cria? Essa defesa segura a onda? Muitas...

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Volte para o seu lar
ago01

Volte para o seu lar

Passei uns dias longe do Recife. Me mandei para o interior de Pernambuco. Bezerros –Arcorverde – Triunfo – Serra Talhada – Salgueiro – Serrita. Quando entro de férias, tento desligar geral. Vejo muito pouco as notícias e quase não acesso as redes sociais. Faço questão de me afastar da correria do mundo. Difícil é ficar longe do Santa Cruz. Por mais que a gente queira, sempre tem um tricolor coral santacruzense das bandas do Arruda por perto. Em Bezerros nem preciso falar. Meu sogro é do Santa. E ainda tem Julio Vila Nova que, vez por outra, eu encontro naquela cidade. Mais especificamente no mercado, comendo buchada de bode e tomando uma branquinha. Saímos de Bezerros e fomos para Triunfo. No caminho paramos em Arcoverde para visitar os queridos amigos do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Trabalhei com aquele povo e tenho um carinho enorme por eles. Assim que chegamos lá, dei um abraço em Seu Damião e ele, com a voz mansa de sempre, me perguntou: — Homi… e o nosso Santa Cruz? — Oh, Seu Damião… tá indo, né? Mas vai melhorar! – eu disse. Ele abriu um sorriso e completou: — Vai. Quando a gente menos espera a cobra dá um bote. Passamos algumas horas lá na sede do Raízes de Arcoverde, conversando e matando a saudade. Almoçamos no Cruzeiro e pegamos a 232 com destino para Triunfo. Passamos por Flores e subimos a serra. No começo da noite, chegamos em Triunfo. Um friozinho bom danado. O cansaço da viagem fez a gente se aquietar no hotel. Tomamos uma de leve e fomos dormir. Desço para tomar o café da manhã. Quando entro no restaurante do hotel, um cidadão tá sentado com a família. Vestido com o manto sagrado, ele ajudava a filhinha comer um cuscuz com leite. Comemos, nos arrumamos e fomos perambular pela cidade e pelos arredores. Pico do papagaio, Gruta dos holandeses e outros lugares. A noite, tomar uma porque ninguém é de ferro. Nos indicaram a cachaçaria e o Beto’s Bar. Escolhemos o Beto’s. A noite começava e o frio já beirava os 14 graus. Pedi uma cachaça. Pedimos uma tilápia. Alguém na mesa perguntou: — aqui tem wi-fi? — tem sim! – Beto afirmou. — Qual é a senha? — tricolordoarruda. – ele disse. — Oxente, tu torce pelo Santa Cruz? – eu perguntei. — Claro. Todo mundo tem que ter pelo menos uma qualidade. – Beto respondeu. Pronto, virei freguês. Bebemos até quase meia-noite. Boa parte da noite fiquei no balcão, conversando e apreciando a coleção de cachaça espalhada pelas prateleiras. Por toda coleção, entre uma garrafa e outra,...

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