A sexy e o homem de criação.
mar30

A sexy e o homem de criação.

Meus amigos tricolores, será uma vergonha se não tivermos, ao menos, 20 mil torcedores no próximo jogo do Santinha contra o Itabaiana aqui no Arruda no próximo sábado no horário muito louco das 18h15. Sai voando da faculdade. Assim que cheguei em casa, liguei a TV e coloquei os fones do rádio. Minha esposa disparou na hora: – Que doidice é essa? Rádio e TV? -É, minha doidice é o Santinha mesmo – disse de olho no jogo e ouvido na transmissão do rádio. Isso é que é uma vontade de estar no campo. O que me chamou a atenção, de cara, foi a péssima qualidade do gramado e a torcida sergipana que lotou o estádio Eltevino Mendonça. Nossa torcida tem que ter vergonha na cara e invadir o Mundão do Arruda. Não tem desculpa. Tirei o gesso do pé e vou tomar todas matando a saudade do meu time e de meu amado Arruda. Quanto ao primeiro tempo, creio que “horrível” é pouco. Um espírito de lezêra pairava no campo. Até que Tiago Costa se arretou, levou a bola na intermediária e sofreu falta da zaga. E aí, meus amigos, pode chamar Anderson Salles. Como disse Pitbull: é o cara que melhor bate falta no Brasil. Exageros à parte, a cobrança foi perfeita. Salles foi o homem do primeiro tempo. O segundo tempo começou mais arredio, mas a qualidade do futebol passou longe. A lateral direita do Santinha estava perdida. Vítor estava firme e segurou a onda. Na lateral esquerda, ao contrário, Tiago Costa dava segurança. A marcação, nesse setor, estava bem armada. No ataque, alguém me explique como é que André Luís não consegue fazer um cruzamento ou um passe que preste? E Pereira não contribuiu muito quando entrou no lugar do perronha. Gino me surpreendeu. Muita vontade e boa movimentação. Pitbull não comeu ração e tava mais morto do que peixe na Páscoa. Barbio pode ir pra equipe de Usain Bolt ou para a puta que pariu. Meu filho, quem disse que você joga bola? Vá ser corredor, vá! Júlio César, como sempre, muito seguro. E bom saber que temos Jacsson como reserva. Estamos muito bem servidos de goleiros. Mas tem uma coisa que todos concordam: pelo amor de Deus, quando vai aparecer um homem de criação nesse time? Não tem como render ou criar sem esse elemento. Precisamos de um homem de criação urgentemente. Enquanto o jogo rolava, Gerrá me mandou uma mensagem da musa do Santa Cruz, Madelayne, publicada no Facebook. Ela é atriz e modelo – inclusive modelo da Sexy. Teve um rolo com um colégio aqui no Recife. O tal colégio a...

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Eles se borram de medo da gente
mar28

Eles se borram de medo da gente

O título do último texto foi: “O clássico dos reservas”. Num dos parágrafos, Zeca escreveu, assim:  O Santinha vai enfrentar o Do Recife nesse domingo na Ilha da Fantasia e dos Festejos. Eutrópio já disse que vai entrar com o time reserva. Até Jacsson vai entrar no lugar de nosso paredão, Júlio César. Do Recife também virá com um time reserva ou misto. Mas a turma da Abdias sacaneou com o filósofo. Deram uma de morto e entraram com o time titular. Enquanto uns se alopraram em dizer que íamos levar uma goleada, que isso e que aquilo, confesso que pensei diferente e achei bom o Do Recife jogar com o time principal. Assinaram e reconheceram firma que se borram de medo de nos enfrentar. Pra minha alegria, algumas boas estreias. Pra minha surpresa, nosso banco não é a desgraça que muitos afirmavam. Só sei que o dia de hoje foi de tiração de onda. Acordei, revi o golaço de Pereira, comi uma besteira, vesti meu manto sagrado e fui para academia. Mal cheguei e o manobrista foi logo dizendo: — Tá alegre, né mestre? Conseguiu empatar… — Pois é…, no próximo jogo a gente vai entrar com o Sub-20 e com dois jogadores a menos pra ver se vocês conseguem ganhar. Ele ficou amoado. Entrei e comecei a fazer minha física. Ao lado da bicicleta ergométrica dois sujeitos conversavam.  Um era de cabelo já grisalho, meio buchudo e com o rosto avermelhado. O outro era alto, magro e com um jeitão de metrossexual. Tenho pra mim que me viram vestido com a camisa do Santa Cruz e já foram inventando desculpas. — Rapaz, vou te dizer. Eles tiveram  muita sorte. Foi muito gol perdido. Se a gente fizesse a metade, tinha goleado! – falou o buchudo. — Se a gente tivesse mais um pouquinho de sorte, tinha vencido. – completou o metrossexual. “Se a mãe de vocês tivesse uma carreira de peito, uma era uma porca e a outra era uma cachorra”, eu pensei. No trabalho, encontro Ivonaldo, o cara da xerox. Tá gozando com a cara de um rapaz da limpeza. — Ei, tu soubesse? O Campinense pediu emprestado o juvenil do Santa Cruz pro jogo de quinta-feira. A turma caiu na gargalhada. Aí, Ivonaldo me pegou pra conversar. Fazia tempo que eu não via ele tão animado. — Dotô, vou lhe dizer! Eu achava que só tinha perronha no banco da gente. Tá, o lateral direito joga, viu! E assim foi passando o dia. A cada segundo uma piada, um meme, uma greia. Mas quarta-feira já tem decisão. É o jogo da ida contra o Itabaiana...

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O Clássico dos Reservas
mar25

O Clássico dos Reservas

O Salgueiro está se consolidando como a quarta força do Estado. Sendo assim, o futebol pernambucano possui, atualmente, quatro grandes times: Santa Cruz Futebol Clube, Clube Náutico Capibaribe, Sport Club Do Recife e Salgueiro Atlético Clube. As denominações de Futebol Clube, Sport Club, Atlético Clube e Clube Náutico são definições universais. Há vários Sport Club, Atlético Clube,Clube Náutico e Futebol Clube espalhados por aí. Vide Corinthians, Paysandu, Internacional etc. Sendo assim, Pernambuco tem os seguintes grandes clubes na atualidade: Santa Cruz, Capibaribe, Do Recife e Salgueiro. O Santinha vai enfrentar o Do Recife nesse domingo na Ilha da Fantasia e dos Festejos. Eutrópio já disse que vai entrar com o time reserva. Até Jacsson vai entrar no lugar de nosso paredão, Júlio César. Do Recife também virá com um time reserva ou misto. Está todo mundo de olho na Copa do Nordeste. Por aqui, torcendo para que o Campinense dê um chute na bunda do Do Recife novamente. E torcendo para que o Mais Querido possa “estraçaiar” o Itabaiana. O Capíbaribe, na última rodada, como disse o AQUI PE, ganhou como nunca e foi eliminado como sempre. Coisas do futebol. Mesmo com todas as limitações de nosso elenco, dá para perceber que estamos, em alguns jogos, evoluindo. Basta jogar com raça. Os outros clubes estão mostrando que há uma mediania, independente do valor das folhas de pagamento. Inclusive soube que os salários dos jogadores do Santinha estão em dia. O que é muito bom para a moral e o bolso dos jogadores. Mas antes da Copa do Nordeste, teremos esse estranho jogo contra os coisados. Só pode ter sido um gênio do mal que decidiu por esse formato do campeonato pernambucano. Trata-se mais de um jogo com cartas marcadas. Joga-se esperando apenas as finais, sem muita empolgação no meio do caminho. Uma pena que seja assim. Não é à toa que Eutrópio e Daniel Paulista estejam apostando as fichas num campeonato em que a grana é melhor e o resultado mais incerto. É preciso foco. E essa atitude, que julgo sensata e necessária, possui um lado que vai deixar as coisas bem esquisitas: o Clássico das Multidões será o Clássico dos Reservas. Será que os gandulinhas serão os reservas também? Os reservas terão uma grande oportunidade nesse clássico tão atípico. Entretanto, quem viu o treino dos reservas contra o Agap deve estar para lá de receoso. Possivelmente, o time será Jacsson; Gabriel Vallés, Jaime, Eduardo Brito e Roberto; Wellington Cézar, Gino e Júlio César; André Luís, Wiliam Barbio e Facundo Parra. Vamos ter que aturar Roberto e Barbio. Fazer o quê?! Desde a semana passada que estou com o...

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Boné, doido pelo Santa Cruz
mar24

Boné, doido pelo Santa Cruz

Fui ontem para o Arruda, junto com Marconi. A turma do bate-papo coral estava toda lá. Até Anizio foi pro jogo. Uma parte foi para as sociais, outros foram para P10. Eu e Marconi ficamos acima do escudo. Assim que entrei, encontrei Jathyles. Batemos um papo rápido. Em seguida Milton apareceu. Subimos uns degraus e ficamos abaixo da superior. Confesso que só gosto de assistir ao jogo, vendo as quatro linhas do gramado. Nem bateu o centro, um senhor magro que estava ao nosso lado foi logo dizendo que a barbie já havia feito 1 a 0. Um cara de boné branco, bermuda quadriculada e camisa do Santa, pegou o celular e gravou uma mensagem de voz. — Eu quero que você se anime. Fique bem animadinho. No final vou botar no seu oiti! Faça gol. Faça gol! – ele gritou. O jogo seguiu. O Santa Cruz era nitidamente superior em campo. O gol era apenas uma questão de tempo. Falta na entrada da área e Anderson Sales mete no ângulo. O goleiro paraibano consegue defender. O cara do boné deu uma tapa da caralho no outro que tava do lado dele. — Acredita, Miséria! A gente vai ganhar nessa porra! O Senhor Magro era daqueles que gostam de apavorar. Nos avisou que o jogo lá no Ceará já estava 4 a 0. Lá longe, avistei a cabeleira de Samarone. A gente continuava dominando. Falta no lado da área. Anderson Sales mete uma curva na bola, a pelota caprichosamente bate no travessão. No ângulo de novo. A torcida foi à loucura. Aplaudiu de pé. Meus amigos, faz tempo que eu não via no Santa Cruz, um batedor de falta feito esse zagueiro. Na hora do pênalti, eu fui o primeiro a gritar: “quem tem que bater é o zagueiro! É Anderson Sales!” Ele foi lá e conferiu. Bateu o pênalti como se deve bater. Bola para um lado, goleiro para o outro. Vibramos. A esta altura, todos ali já éramos grandes amigos. O cara de boné deu socos no ar, abraçou quem tava ao redor, gritou se esgoelando. Pegou o celular e mandou: “Chuuupa! Chupa, porra! Aqui é Santa Cruz, caralho! Faz mais gol aí, faz mais. Vou botar no rabinho de vocês! Poooorrra!”. E gargalhou pro estádio todo ouvir. No intervalo puxei conversa com Boné. Ele é conhecido de Milton. Boné é o otimismo em forma de gente. “A gente vai vencer esses paraibanos”. “Vou ser bicampeão do Nordeste”. “E vou ser outra vez campeão na casa dos festejos”. E sacudiu os braços pro ar. Começa o segundo tempo. O Capibaribe já vencia por 6 a 0. Boné...

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Eu vou, ela vai. Todos e todas irão!
mar22

Eu vou, ela vai. Todos e todas irão!

Certa vez, um cara que trabalhava comigo falou, “pra que ir ao cinema, se eu posso pegar uns dvd’s e assistir em casa. No conforto, com segurança!”. Hoje, quando vejo alguém dizer que prefere ver futebol na TV por causa do conforto, segurança, essas coisas, me lembro daquele papo do amigo do trabalho. É claro que essa crise, a fim do Todos com a Nota, o horário e a televisão são concorrentes desleais do futebol no estádio. Por outro lado, parte da torcida mais apaixonada do Brasil, de repente, começou a se tornar exigente e cheia de mi-mi-mi. Quem gosta do jogo futebol, não deixa de ir ao campo. Foi assim que aprendi a amar o Santa Cruz. Desde pequeno que vou ao Arruda. Levado pelo meu pai, a gente chegava cedo para ver a preliminar. Minhas maiores emoções, aquelas que guardo até hoje na lembrança, sempre foram ali, sentado no cimento, sentindo o cheiro do Arruda e o calor da nossa torcida. Gritando, xingando, aplaudindo, transpirando amor pelo Clube das Multidões. Na hora do pega pra capar, nunca me importei com a qualidade do produto. Eu visto é minha camisa, me mando pro Arruda e quero é ver o Santa Cruz ganhar. É desse jeito que despertei a paixão nas minhas duas filhotas. Levando elas pro José do Rego Maciel. As meninas não trocam o luxo de casa pelo desconforto do Arruda. “Papai, bom é no Arruda!” Aquele que disser que ver futebol na sala é o mesmo que assistir no estádio, é porque não gosta de futebol, é apenas um admirador, um simpatizante. O fato é que nesta quarta tem decisão. Jogo pra assumir a liderança do grupo A da Lampions League e passar pra fase seguinte com moral de vencedor. Na bola, na raça e no grito. É daqueles jogos que a força da nossa torcida faz a diferença. Nesta quarta-feira, contra os paraibanos, quem quiser que fique em casa. Eu vou é vestir a camisa do Santa e me mandar pro Arruda. Eu vou. Marconi vai. Andreza já confirmou. Osvaldo disse que ía. Paulinha vai também. Dinho, Junior Alicate, Seu Abimael, Rosineide, Naná e mais um bocado irão. Besta é quem deixar de...

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