O melhor aniversário da vida dela
fev29

O melhor aniversário da vida dela

Ela veio com a determinação dos craques. Parecia um artilheiro que sabe a hora exata de dar o drible e fazer o gol. — Papai, preciso falar um negócio contigo! — Diga, minha filha. — Tu sabe que meu aniversário tá chegando, né? Então eu queria que você realizasse um sonho meu. Com essa ginga, ela já deixou o experiente zagueiro meio bambo. Olhou nos olhos dele e continuou a jogada sem deixá-lo esboçar alguma reação. — Sabe qual é meu sonho? Eu queria comemorar meu aniversário de nove anos no Santa Cruz. Queria que tu conseguisse que eu e meus amigos jogasse bola no campo. Com essa, ela desmanchou o zagueirão e ficou de frente pro gol. Finalizou o lance com um lindo arremate. — Sabe o que é, papai? É que na minha sala só eu torço pelo Santa Cruz. E aí, eu queria levar meus amigos para conhecer lá. Queria que eles vissem o Santa de perto. A garota meteu a bola no ângulo. Fez um golaço. Um gol de anjo. Abri um sorriso e lhe dei um abraço. — Vou tentar, filha! Ela me beijou. Os dois olhinhos eram brilho puro. Saiu para concluir a tarefa de casa e eu fiquei como uma criança que ganha o melhor presente do mundo. Passei alguns dias pensando e projetando como seria a festa. Troquei umas ideias com a mãe e começamos a desenhar o aniversário. Levaríamos a criançada para conhecer as dependências do clube e ao final faríamos uma pelada de futebol. A primeira providência foi olhar a tabela pra ver se iria haver jogo. Tivemos sorte. O Santa Cruz jogaria na quarta-feira no Arruda contra o Juazeirense e depois no domingo, contra o Central, em Caruaru. Como eu sabia que não seria possível jogar no gramado do Arruda, liguei para o campinho society. Pra minha felicidade, tinha horário disponível no sábado pela manhã. Procurei saber com quem deveria falar no clube sobre o assunto. Me indicaram conversar com o pessoal do marketing. Fui, batemos um papo e o “projeto” ficou pronto. A meninada iria fazer um passeio pelo clube, começando na Sala de Troféus, depois visitaria o estádio, os vestiários e se possível o gramado. Quando eu disse a ela como a gente estava pensando em fazer e perguntei se tava bom, a menina se desmanchou em lágrimas misturadas com sorriso. Impomos apenas uma condição: não seria permitido a entrada de ninguém que estivesse vestido com camisa de outro time, a não ser a do Santa Cruz. A única exceção seria para camisa de clubes do exterior ou de alguma Seleção. Sábado passado, fizemos a festa....

Leia Mais
Caruaru, aí vamos nós!
fev26

Caruaru, aí vamos nós!

Serviço de Utilidade Pública Quem quiser ir a Caruaru e ainda não sabe como ir, seguem abaixo algumas sugestões: Caravana da Portão 10. A turma é bem animada. Cantam e gritam o tempo todo. Bebem um bocado. A turma do Portão 10 tem um lema que é nunca vaiar o time. Quem tiver interesse, é preparar o gogó e pagar 25 reias. Ônibus de David. David é aquele cara que vende coisas do Santa Cruz na entrada da sede. Não sabemos o valor, muito menos a hora que vai sair. Só sabemos que, como sempre faz,  ele está organizando um ônibus para ir ver o Mais Querido jogar contra a Centralina do Agreste. Kombi Coral. Tudo depende da recuperação de Naná que ainda está entregue ao DM. Caso ele se livre da Chicungunha, a Kombi Coral vai para Caruaru. Se tudo der certo, ela sai por volta das nove horas, do Poço da Panela direto para o Alto do Moura. De lá, para o Lacerdão. Pelo que soubemos, ainda restam duas vagas.  Mas como dissemos no inicio, a Kombi, ou melhor, Naná ainda é dúvida para partida de domingo. Doublô de Ezequiel. Sai das imediações da Praça do Rosarinho, exatamente às 7 horas da manhã. De acordo com Ezequiel, o roteiro inclui uma parada em Encruzilhada de São João, bode assado e cerveja na feira de Caruaru e, a depender do resultado, comemoração nos arredores do Lacerdão. De acordo com o que nos chegou, quem for na Doublô vai ter direito a água gelada, cerveja, pitu, amendoim e castanha. São 6 vagas, o preço é R$ 90,00 por pessoa e tem que estar vestido com a camisa do Santa Cruz. Ônibus Intermunicipal. Uma opção muito boa pra quem não quer se preocupar com bafômetro e nem com horário marcado, é ir de Caruaruense.  A partir das 6h50 da manhã, com intervalos de 1h, saem ônibus do TIP. Quem tiver mais folgado pode ir no executivo. Já quem tiver meio liso, o jeito é ir no ônibus comum, o famoso pinga-pinga. Mas que optar por ir de busão, é bom se ligar na volta, pois o último coletivo sai da Capital do Forró às 20h. Então, nobres tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda, é esquecer as doidices do treinador, a ruindade de alguns atleta, subir a Serra e ir ver o Santa jogar. Quem souber de outras alternativas para irmos para Caruaru, informe aí nos...

Leia Mais
O mosquito, as provas, tudo agora é desculpa…
fev24

O mosquito, as provas, tudo agora é desculpa…

Amigos corais, liguei para Naná, da Kombi Coral, para saber o horário da saída do referido veículo para o Arrudão. “Rapaz, tô fudido, cheio de dores, foi a Chikungunha”, disse. Está de molho. Não vai ao jogo. Júlio Vilanova, do Cordas e Retalhos e dezenas de outros blocos, professor da UFRPE, já antecipou que está “cheio de provas para corrigir”, orientações as mais diversas, aulas etc. O mais estranho é que as aulas começaram agora, e ele já está lotado de provas. O senhor Inácio França fechou um negócio da China – comprou uma terrinha em Ouricuri, onde pretende fazer sua chácara para passar os finais de semana. Viajou ontem para dar a primeira capinada no terreno, retornando somente somente na segunda-feira. Nunca vi tanta desculpa esfarrapada. O professor Marçal, um amigo novo que é tricolor pacas, está de ressaca desde a sexta passada. Só confirmaram presença, até agora, Gerrá Lima e o senhor Esequias Pierre. Os dois pretendem tomar umas num espetinho e de lá, seguir para o Arruda. Se bobear, seremos apenas três no estádio. Esequias na geral, eu na arquibancada, e Gerrá nas sociais. Quem entende essa...

Leia Mais
Tá lasca!
fev22

Tá lasca!

Na última sexta-feira, fui convidado para bater uma papo com uma turma que está fazendo umas entrevistas e filmagens para um documentário que falará sobre os grandes clássicos mundiais. Por volta das 15h me mandei para o Arruda. Como fui pego meio de surpresa, esqueci de levar o manto coral e aí, me deram uma camisa da comissão técnica. Por alguns minutos, em pé ao lado do gramado, me imaginei treinador de futebol. Por alguns instantes me vi no comando do time do Santa Cruz. Aproveitei minha viagem e dei uns esporros em Daniel Costa: “porra, tu é doente, tás com chicungunha, lombriga, que porra é isso? Tem que dar o sangue, correr…, tem que ter raça, rapaz. Se continuar assim, vou mandar passar gelol no teu ovo, pra ver se tu corre!!!” Dei uns gritos em Raniel: “Garoto, isso aqui não é pelada! Isso aqui é futebol profissional, caralho!” Reclamei com Lelê, perguntei se Allan Vieira tinha engolido um cabo de vassoura, botei Vitor para treinar cruzamentos, pensei em novas contratações. Mas ontem, assistindo ao jogo e depois os comentários do nosso treinador, vi que não tenho o menor cacoete para esta profissão. Em primeiro lugar, para o sujeito ser técnico de futebol, ele precisa ser cego. O treinador de futebol normalmente enxerga o jogo de uma forma diferente. A torcida vê uma coisa, ele ver outra. A arrogância é outra prerrogativa para o exercício deste cargo. Técnico de futebol nunca concorda com a opinião da torcida, muito menos com a dos jornalistas. Ele é o dono da verdade e pronto. Pode dar cachorro em trinta, mas ele não admite estar errado. Todo tem treinador é intransigente. Ele sempre cisma que tal atleta tem que jogar do jeito tal, que fulaninho não encaixa e que sicrano não pode jogar ao lado de beltrano. A coisa é tão séria que tem uns “professores” que insistem tanto em mudar a característica de um atleta, que acabam atrapalhando a carreira futebolística do cara. É por estas e outras que não levo o menor jeito para ser técnico de futebol. Gostaria mesmo era de ser cartola. Não toleraria a frouxidão de certos jogadores, nem a teimosia e cegueira do treinador. Ontem, por exemplo, se eu fosse cartola do futebol do nosso Santa Cruz, era acabando o jogo e eu chamando todo mundo na grande. Mas, enfim, nem sou treinador, muito menos cartola. Então, como diria o mais apaixonado, vamos apoiar, né?! Quarta-feira tem Copa do Nordeste. Vamos enfrentar um tal de Juazereinse. Um time que foi fundado em 2006 e que tem Tigre no gol, Deca na lateral  e Ebinho no ataque....

Leia Mais
A raça estampada no rosto
fev20

A raça estampada no rosto

Essa semana, recebi umas imagens pelo zap. Eram fotos de jogadores do Santa Cruz dando pesada, voadora, pontapé, etc, tudo isto sendo usado como símbolo de raça. Para mim, nos últimos anos, o que mais representa raça, é a coragem que João Paulo teve, quando enfrentamos o time da Abdias, em abril do ano passado. Mais precisamente no dia 05 de abril. Vez em quando revejo aquele lance. Já nos últimos minutos da partida, lateral a nosso favor. A bola é lançada na área e nosso meia, sem se importar com a trava da chuteira adversária que vinha em direção ao seu rosto, mete a cabeça na bola e faz o gol O sangue no rosto, a mancha vermelha na camisa! Aquilo é o que chamo de raça no futebol. Na preleção de amanhã, aquelas imagens deveriam ser mostradas a todo elenco. ps: Neste domingo, por voltas das 11h, a gente se despede da lendária Kombi Coral e faremos o batismo da nova Kombi de Naná. No Poço da Panela, é...

Leia Mais