É hora de secar e de “apoiar”
out31

É hora de secar e de “apoiar”

Hoje é dia de usar o secador no volume máximo. Não só contra o Bahia Futebol Axé Music, mas contra todos que estão por perto do nosso Santa. Não tem muito o que ficar filosofando. Não tem outra pedida. É secar, torcer, rezar, azarar, fazer despacho, promessa, etc e tal. Fora isso, o resto é conversa paralela. Por falar em conversa paralela, um dos fundadores deste espaço, está com um projeto na rua. O escritor, poeta, jornalista, peladeiro e frequentador assíduo das arquibancadas do Arruda, Samarone Lima, pretende reescrever o livro Zé. Publicado há 17 anos, hoje este livro artigo raro. Para isto, Sama resolveu buscar apoio e patrocínio junto aos amigos reais e virtuais, através de um financiamento coletivo (crowdfunding). Na prática, podemos dizer que um crowdfunding é se usar as redes sociais para se conseguir dinheiro para execução de um projeto. Bom, a empreitada do cabeludo está bem explicadinha no seguinte endereço https://www.catarse.me/ze_apml. Tem até um vídeo, onde Samarone fala sobre o projeto. Pra saber, contribuir, apoiar e compartilhar é só clicar no link acima e mandar brasa....

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Minha companhia é o meu melhor lugar
out28

Minha companhia é o meu melhor lugar

Corri nas tarefas do trabalho e consegui sair mais cedo, a tempo de passar em casa e vestir o manto sagrado. Cansado, mas animado e confiante, me mandei para o Arruda. Antes, porém, quando estava saindo de casa, tive o desprazer de escutar Seu Luís dizer que o jogo era difícil. Que o Criciúma quase empatava com o Bahia na Fonte Nova. Fosse eu, Nelson Rodrigues, teria chamado ele de idiota da objetividade. Sim…, precisamente às seis e quarenta e sete, me encontrei com o resto da tropa. De um tempo pra cá, o ritual da turma é antes da partida, comer espetinho, tomar litrinho e, se Samarone estiver, beber umas lapadas de aguardente. Tudo isto, ao som de um excelente brega, na radiola de ficha. De lá, cada um se manda para o seu setor preferido, aquele que dá sorte. Todos tem seu ritual e no estádio, o seu território. Naná e cia, obrigatoriamente, tomam uma no Poço da Panela, segue para o Arruda e antes de entrar para as sociais, eles bebem no bar de Abílio. Nas sociais, Naná, Boy, Ninha, Oswaldo Titio e Diazepan ficam sempre entre o banco de reservas do Santa Cruz e a barra do canal. Sentam mais ou menos no quinto ou sexto degrau. Quem encontrei no jogo, foi Mardônio. Na nossa pelada semanal, o apelido dele é John Lenon. Ele também gosta das sociais. Descobri que Mardônio ver o primeiro tempo em um lado e o segundo em outro. Vai para onde o Santa está atacando e se posiciona rente a linha de escanteio. Jonh não é muito de beber antes do jogo. Samarone já é famoso. As vezes já vem de casa tomando sua latinha. Quem quiser saber se ele está no estádio é só mirar os olhos para aquele escudo que fica na lateral do gramado, no lado da arquibancada, e ir levantando a vista para ver se encontra o barbudo encostado no parapeito. Por tradição, o poeta gosta de assistir ao jogo com uma e outras na cabeça. Tem uma galera gente boa que demarcou um território na arquibancada, batizaram de Ventilão e só assistem ao jogo de lá. João Peruca, Jr Black, Marquito e outros bons são praticamente donos daquele território. Antes de irem para o Ventilão, os caras fazem a preliminar no Tonhão. Na época da Sanfona Coral, tomávamos a primeira no Poço da Panela. Depois tinha o fezão, feijoada e aguardente, num apartamento na Jaqueira e, antes de entrar no estádio, bebíamos na lendária Churrascaria Colosso. A Sanfona sempre ficava na arquibancada. Quando alguém perguntava onde podiam nos encontrar, o ponto de referência era o...

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Pois eu acredito até o último apito
out26

Pois eu acredito até o último apito

Segunda-feira, 6h47. Abro o Blog do Santinha para a tradicional postagem semanal e vejo a quantidade de comentários:256. Não me dei ao trabalho de ler todos, porque acabaria meio-dia e com úlcera. Para uma grande parte dos que deixam mensagem aqui, o Santa parece mais um time da Muribeca, ou da Mustardinha, a diretoria é abençoada pela incompetência, todas as quizilas do mundo estão do nosso lado, nosso elenco é composto de atletas em fim de carreira, pangarés de todos os tipos. Aqui-acolá, um torcedor coral faz ponderações, ressalta coisas positivas, aponta viradas memoráveis, jogos que pareciam perdidos, lembra que ainda temos chances reais de conseguir uma vaga para a Série A. Do alto da minha prosopopéia futebolística-santa-cruzense, eu aviso: minha obsessão pelo acesso só termina quando o juiz apitar pela última vez e o sujeito da rádio consultar a combinação de resultados para nos informar que “não dá mais para o Santa subir”. (toc toc toc). Mas minha obsessão quer mesmo escutar é: “Uma classificação dramática! No último minuto! O Santa Cruz está classificado para a Série A em 2016! Festa da torcida coral em todo o estado! Os jogadores estão desmaiados em campo!” Amanhã temos mais um jogo decisivo. E depois mais outro. E espero que seja assim até a última rodada. O Santa pode estar perdendo de quatro a zero, faltando dez minutos. Eu nunca saio. No futebol, tudo é possível. Algum desses mau-humorados corais, que acham o time “uma desgraça”, vai uma pergunta: eles acreditavam, com sinceridade, que o Santa Cruz tinha alguma chance de ser campeão pernambucano de 2015. (Isso é uma pergunta. O computador que estou usando, da minha mulher, não tem o ponto de interrogação). Pois fomos comendo belas beiradas e a taça está no Arruda. Quando acabou o contrato de João Paulo, ouvi horrores sobre a diretoria, a incompetência etc. O contrato já foi renovado até dezembro. A Fifa botou para quebrar em Raniel, botou o atleta para o gancho até fevereiro de 2016, o clube recorreu, o moleque já está de volta aos campos. Se não desencantou ainda, paciência. Até a última rodada, o último apito, estarei com a esperança acesa, apoiando o Mais Querido. Não é que eu seja otimista ou pessimista. É que eu sou puto com esse negócio de não lutar até o fim. Isso, por sinal, nunca combinou com o Santa. Até amanhã, no Arruda, mesmo que chova aquelas facas da Tramontina. ** Nossa homenagem, do Blog do Santinha, ao grande craque Henágio Figueiredo dos Santos, que sempre estará na memória da massa...

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Prudência não faz mal a ninguém
out19

Prudência não faz mal a ninguém

Passei uma vista nos comentários para ver se compreendo melhor a lapada que levamos das Barbies. (Opa, Barbie, não! Alvirosas). Pois bem, depois de ter tido prazer de conhecer Birigui e de ter passado a noite da sexta-feira ouvindo nosso eterno goleiro contar histórias e declarar amor ao Santa Cruz e a Recife, acordei cedo no sábado e fui ao Arruda. Estava confiante na vitória. Fui até a nossa sede para comprar os ingressos e dar um abraço em Paulo Aguiar pelo lançamento do livro 100 nomes em 100 anos. Um vento positivo circulava pelas bandas do Arruda. Encontrei um monte de gente boa. Senti em todos, a confiança num resultado positivo. Até um guarda da polícia de trânsito que me pediu para tirar o carro da rua das Moças estava confiante. “Hoje a gente ganha”. Voltei para casa pra almoçar e juntar a família. As meninas estavam eufóricas. A menor perguntou se eu tinha encontrado com Grafite e ficou triste quando eu disse que nosso atacante não iria jogar. Por volta das 15h, saímos para o jogo. Num sinal da Avenida Norte, o Tri-Tricolor/Tri-Tri-Tri-Tri-Tricolor toma conta do cruzamento. Motos e carros. Todo mundo é Santa Cruz. Estaciono na Praça Luis Ignácio Pessoa de Melo. No trajeto que fizemos a pé, tudo é preto-branco-encarnado. Na subida da rampa, encontro Chiló e o pequeno Rafa. Assistimos ao jogo na mesma fileira. Nós e a gurizada. E vimos o Santa Cruz, até os 38 minutos da primeira etapa, jogar bola, esbanjar raça, dominar o adversário e vencer a partida. Depois disto, quando sofremos o empate, o time foi desaparecendo de campo. Desceu para o vestiário já meio murcho e voltou pior. Daí pra frente, não preciso descrever. Quem foi viu, quem não foi ficou sabendo. Perdemos um jogo que estava fácil. Faltou sabedoria. Num jogo de futebol, é preciso saber dosar o pé no acelerador. Às vezes, é necessário jogar defensivamente. Tem certos momentos de uma partida, que é inteligente se ter uma postura de marcação. Daquela que você fica esperando o adversário lhe atacar, para você dar o bote na hora certa. Mas o Santa Cruz parece que sofre de uma ansiedade descontrolada para jogar no ataque. A impressão que dá é que Marcelotti tem certeza que está treinando uma equipe de estrelas e os jogadores também acreditam nisso. Eu fosse treinador deste time, seguiria o modelo givanildiano de fazer futibó. Na dúvida, não ultrapassaria o sinal fechado. Com a limitação que temos, não dá para querer que o time jogue ofensivamente sempre. Mas estamos na luta. Cabe a nós, apoiar e fazer a corrente positiva. Se Marcelotti controlar seu...

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Um sonho guardado por quase 20 anos
out16

Um sonho guardado por quase 20 anos

Comecei a frequentar o Arruda, ainda quando não existia o parte de cima. A arquibancada superior. De lá pra cá, tenho cravado na minha memória estão alguns fatos. Não sei o real motivo, mas tem coisas que estão tão vivas na minha caixola, que quando lembro é como se tivesse acontecido recentemente. No último final de semana, ontem… Ecreveria linhas e linhas recordando com detalhes, as alegrias e o orgulho de ser do Santa Cruz. O golaço de Marlon contra o Internacional. Fora da área, ele matou no peito e mandou no angulo. Um dos gols mais bonitos que já vi na minha vida. O gol antológico de Luzinho. Um toró de inundar ruas e avenidas. O gramado encharcado. Luizinho pega a bola fora da área, carrega, ver o goleiro do Flamengo adiantado, e mete caprichosamente por cima. Foi uma das cenas mais excepcionais que já presenciei num estádio de futebol. Do momento do chute até a bola estufar as redes, o Arruda ficou calado. A coragem do jogador em chutar aquela bola e a beleza plástica do caminho que ela fez no ar, deixou até os refletores em silêncio, vendo tudo aquilo acontecer, esperando o ato final. O drible e o gol de Jarbas. Ele entra na área pela direita, o zagueiro da barbie vem feito um doido. Jarbas ameaça chutar e dar um corte seco para dentro. O beque do alvirosa passa lotado. Jarbas manda de esquerda pros fundos da rede. O drible foi tão grande que torceu o tornozelo do zagueiro adversário. O time de 1983. Ricardo Rocha, Zé do Carmo, Henágio, Marco Antônio, Angelo e outros. No gol, Luiz Neto e Birigui. Os dois eram tão bons que o treinador fazia um revezamento entre eles. Numa partida jogava um, no próximo jogo entrava o outro. Naquele ano fomos campeões. Aliás, fomos tri-super campeões. No jogo final, num Arruda lotado de gente, ganhamos nos penaltis, com Luiz Neto defendendo a derradeira penalidade que a Barbie cobrou e nosso zagueirão Gomes decretando nossa vitória. Enfim…! O título de 93, uma falta batida por Nunes que quebrou o dedo do goleiro da leoa, as doidices de Gabriel, as faltas de Amarildo. Etc. Etc. Etc. No fim de semana, conversando com Chiló, entre um gole e outro de cerveja, fomos lembrando de boas histórias. Lá pras tantas, ele mandou: — Gerrá, tenho dois ídolos daquela época dos anos 80. Marlon e Birigui. Coincidentemente, também idolatro Birigui. Birigui não, São Birigui. Aquele que fechou a barra na decisão de 1986 e garantiu nosso título. https://www.youtube.com/watch?v=t5Y3rJN4VM4 Naquele dia, minha vontade era invadir o gramado para abraçar nosso goleiro. Eu só, não!...

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