Apoiado, deputado!
nov24

Apoiado, deputado!

Amigos corais, pelo menos uma boa notícia nos chega. E vem, pasmem! da Assembléia Legislativa! É o seguinte. Segundo o Jornal do Commercio de sexta-feira passada, a cerveja pode voltar aos estádios de futebol. Leram isso direito? Esfreguem os olhos: A cerveja pode voltar aos estádios pernambucanos! Vamos ao texto: “O projeto de lei 2153/2014, que regulamenta a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios de futebol pernambucanos a partir de duas horas antes das partidas, foi publicado no Diário Oficial do Estado”, no dia 20 de novembro. O texto é do nobre deputado Antônio Moraes (PSDB), e deve ser votado até o final do ano. Há poucas semanas ele recebeu a visita do presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), acompanhado de dirigentes do Santa, Sport e representantes da Arena Pernambuco. Evandro levou um dossiê para mostrar o que todos nós, frequentadores de estádios, sabemos há muitos anos – não há associação entre o consumo de álcool nos estádios com a violência. Além disso, outros três estados já voltaram a vender a cerva gelada em seus estádios: Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão. “A visita de Evandro e outros dirigentes só reforçou o meu entendimento de que a violência nos estádios pernambucanos não tem nada a ver com as bebidas alcoólicas. Por isso, decidi reapresentar o projeto agora. Acredito que, desta vez, ele será aprovado”, disse o nobre deputado. Outra análise de Moraes que reflete bem a realidade que vivemos, nós que adoramos um bom jogo com o copão gelado na mão: “Os arredores dos estádios viraram verdadeiros bares a céu aberto. Como sabem que não poderão beber no interior dos estádios, vários torcedores ´enchem a cara´no lado de fora e ficam bêbados, antes mesmo de a bola rolar. Não é pior?” É sim, deputado. É o que todos os meus amigos têm feito, desde que esta proibição começou a valer, em janeiro de 2009. Todos bebem tudo o que podem, porque sabem que durante duas infinitas horas, só vai ver pela frente ambulantes vendendo pipoca, picolé e água. Quem, em sã consciência, vai ao estádio comer pipoca e chupar picolé? Só se for com os filhos, claro. Se esses deputados tiverem juízo, vão aprovar na hora o projeto. Eles não sabem, mas o lugar mais seguro para um torcedor é justamente dentro do estádio. Frequento as arquibancadas há anos, especialmente as do Arruda, e o grande sofrimento que passamos é quando a torcida do Santa resolve toda ir ao estádio no mesmo dia. É tumulto para entrar e para sair. A dita “violência nos estádios”, geralmente acontece fora dele. Vem de longe, com a galera marcando...

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Se eu fosse presidente do Santa Cruz…
nov21

Se eu fosse presidente do Santa Cruz…

… a primeira providência era botar Adilson e o tal de Marlon pra fora. Logo depois, chamaria Nininho, Memo, Renatinho, Leandro Souza, Ailton e outros, e mostraria a porta de saída do clube. Sandro Barbosa e Adriano, também pegariam o beco. Todas as indicações para contratação passariam por mim e por uma comissão composta por alguns amigos que conheço e sei que entendem de futebol. Usaria a internet e redes sociais pra checar todos os atletas que viessem a ser oferecidos ao nosso Santa Cruz. Para isto, chamaria Allan Araújo, Esequias Pierre e Anizio, e pediria a colaboração deles. Qualquer treinador ou jogador que tratasse mal a nossa torcida, seja com gestos ou palavras, levaria uma boa chamada. Se o fato se repetisse, o elemento seria sumariamente demitido. Por falar em treinador, três nomes estariam completamente descartados de serem contratados: Zé Teodoro, Sérgio Guedes e Bagé. Quinzenalmente, eu conversaria com os torcedores. Seria um café da manhã ou almoço ou jantar. Para isto funcionar, de 15 em 15 dias, a gente sortearia alguns sócios em dia e bateria um bom papo sobre o Santa Cruz. Traria de volta as Tricoletes. Só que ampliaria esse projeto para botar as garotas dançarinas não só na frente das sociais, mas também do lado que fica a arquibancada. As meninas seriam escolhidas democraticamente num evento realizado na beira da piscina. Por falar em sociais e arquibancada, se eu fosse o presidente, os sócios em dia poderiam ir assistir aos jogos na arquibancada. Para estimular os sócios, eu modernizaria os bares das sociais e colocaria jovens e educadas gasoseiras para venderem bebidas e lanches. Outra medida que tomaria em relação aos torcedores era que as torcidas visitantes não sentariam de forma algum nas cadeiras. Podia ser a torcida que fosse, podia ser a do Íbis ou a do Barcelona, ela ficaria atrás da barra. Eu mandaria reabrir a churrascaria Colosso. Convocaria Inácio, Samarone e Laércio Portela para, junto com Jamil, ficarem responsáveis pelo Setor de Comunicação. Um dos projetos que eu pediria que eles elaborassem era o de um programa esportivo oficial do clube. O outro era um estudo sobre a viabilidade de termos uma rádio oficial. Uma das minhas prioridades seria criar um departamento de marketing. Traria de volta a quinta santa. Os ingressos dos jogos também seriam vendidos pelo site oficial. Acabaria de uma vez por todas com rifas, jantares e almoços de adesão. E por fim, conversaria com a empresa que fez o álbum de figurinhas, a Panini, para confeccionar uma edição especial onde tivesse a figurinha de Bráulio de Castro. Não entendo como é que um compositor do quilate de...

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Se eu fosse presidente do Santa…
nov20

Se eu fosse presidente do Santa…

Se eu fosse presidente do Santa Cruz Futebol Clube, a primeira coisa que eu faria seria chamar todos os profissionais corais das mais diversas áreas para ajudar no que fosse preciso. Advogados, publicitários, jornalistas, profissionais liberais seriam estimulados a dar idéias, implementar projetos, mudar a visão do clube, que parece andar sempre com um pires na mão; Publicaria mensalmente valores arrecadados e gastos no site do clube; O clube, por sinal, teria um site decente; Minha gestão seria cercada de colaboradores os mais diversos, o Arruda estaria de portões e portas abertos para quem quisesse ajudar com alguma coisa; Nos momentos de maior dificuldade, chamaria a Imprensa para dizer à torcida quais os problemas que estaríamos vivendo, para não acontecer o que vem acontecendo desde o jogo contra o América-RN, quando começamos a perder a chance de classificação e vivemos no mundo da especulação; O Conselho Deliberativo teria que funcionar e dar suas contribuições mensalmente, sem intervenção da presidência, cobrando e fiscalizando as ações da diretoria; O presidente do clube, ao final, não poderia mais ser presidente do Conselho Deliberativo e não poderia haver reeleição; Montaria uma Comissão Eleitoral independente para que qualquer torcedor-sócio em dia pudesse se candidatar. Como não haveria falcatrua, o clube viveria alternância de poder ou, no mínimo,uma discussão decente sobre erros e acertos; O Marketing do Santa seria uma equipe grande, com vários profissionais, que iriam trabalhar de forma profissional, recebendo salário proporcional ao que fosse levantado para o clube; Trataria melhor a torcida em dias de jogos decisivos; Faria de tudo para liberar a venda de cerveja no Arruda, além de bandeiras, papel picado, bolas etc; Obrigaria Inácio França, Gerrá Lima, Laércio Portela, Kiko, Jota Peruca, João Valadares, Júlio Vilanova, Esequias Pierre, Robson Sena, Pedro Leite, Gerino Xavier, Bruno Fontes, Adilson, Stênio, Naná, Seu Vital, a turma da Kombi Coral e mais uns 100 tricolores das bandas do Arruda, gente da melhor espécie, a fazer parte da diretoria, dando plantões com dias estabelecidos numa planilha, inclusive aos finais de semana; Nota: Gostaria de ser lembrado como o presidente mais maluco que o Santa já teve; Mas eu nunca serei presidente do Santa Cruz e o próximo presidente já está eleito – as urnas de dezembro não foram abertas mas já dão uma larga vantagem de 300 votos ao advogado Alírio Moraes. Que ele faça uma boa gestão, porque o ano do centenário foi um desastre. A melhor lembrança vai ser um álbum de...

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Se eu fosse presidente…
nov19

Se eu fosse presidente…

Não deve ser fácil presidir um clube de futebol, principalmente uma estrutura desmantelada como a do Santa Cruz. É pressão por todos os lados: torcedores cobrando resultados, jogadores a fim de seus salários, treinador querendo comissão técnica nova e outros jogadores, oficiais de justiça batendo na porta, o pessoal da manutenção pedindo dinheiro para consertar o banheiro da geral, dirigentes vaidosos querendo aparecer mais do que os outros. Mas deve ter alguma coisa boa também, pois não me lembro de ter faltado candidatos disponíveis para o cargo. Mesmo sem saber como é estar no meio desse furacão, aqui da tranquilidade do meu quarto-escritório, ao lado de um janela de onde posso ver ninhos de passarinhos na galharia de algumas árvores, me dou o direito de imaginar o que faria nesse momento de tensão se eu fosse presidente do Santinha. Pois, bem, se eu fosse presidente… …eu tinha escolhido um jogador para ser linchado pela torcida. Antes do jogo, chegava ali na avenida Beberibe com dois caras arrastando um sujeito do elenco. Podia ser qualquer um que não fizesse falta nenhuma (são muitas as opções). Dizia que ele tava querendo entregar o jogo e a turba ignara que resolvesse. Pronto, os 11 que entrassem em campo iriam dar o sangue metaforicamente para não ter de dar o sangue no sentido literal da coisa. …eu instalaria um painel ali perto da entrada das sociais com o modelo, cor e placa do carro de cada jogador. Facilitaria o trabalho da torcida e evitaria injustiças. Duvido que o cabra tivesse coragem de fazer corpo mole, de zagueiro tentar tirar a bola da área dando cabeçadinha xôxa,  de artilheiro dar bombão na hora de colocar ou atrasar a bola pro goleiro na hora de bater forte. …eu tirava Oliveira Canindé e botava no banco aquele cachorrão marrom que todo santa dia se espreguiça ao lado do portão da sede. O vigia me contou que ele é manso de dia e uma fera sanguinária à noite, não deixa ninguém sair nem entrar do clube quando se enfeza. Com certeza as substituições seriam mais eficientes, com a vantagem do cachorro não deixar o jogador substituído sair do campo. Jogaríamos com 14 (o inconveniente dessa decisão é que precisaríamos saber o que fazer quando as partidas fosse à tarde). …juntava uma turma para invadir a Casa da Moeda para imprimir dinheiro e pagar os salários sempre em dia. …oferecia um vaga de contínuo a Adilson no meu gabinete da Câmara Municipal. Jogador a gente já sabe que ele não é, quem sabe vinga como barnabé....

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Apesar dos pesares, eu vou!
nov18

Apesar dos pesares, eu vou!

Eu até levei fé, quando Oliveira Canindé foi contratado para comandar nosso time. Ele havia feito um bom trabalho na Copa do Nordeste, no Campinense e no CSA. Além disso, nada poderia ser pior do que Sérgio Guedes. Seu Canindé chegou falando que treinar nosso Santa Cruz era um sonho da vida dele. Rasgou elogios a nossa torcida. Etc e tal. E o time até que melhorou. Deu uma engrenada e encarou a Ponte Preta e o Joinville fora de casa. Empatamos as duas.  Depois disso, na Arena do Defunto vencemos o Vasco e enfiamos uma goleada no Vila Nova. Para finalizar a sequencia, ganhamos do Ceará, lá em Fortaleza. Definitivamente, saímos de perto do grupo que vai descer e nos aproximamos da turma que está lutando pelo acesso. Ficamos a uma vitória para entrar de vez no G-4 e com chances reais de não sair mais. O povão se empolgou. Botamos quase 40 mil pessoas no Defuntão para selar nossa ida para Série A. Mas aí, Oliveira Canindé incorpora o cientista maluco e começa a fazer experimentos mirabolantes na equipe. No último jogo, contra o fraquíssimo Bragantino, nosso técnico aproveitou que estava sem poder escalar alguns titulares e entregou sua monografia do curso “Futebol é ciência”. Conversando sobre isso com Cobrão, ele me ajudou e refrescou minha memória. Em questões de segundos, ele elencou todos os experimentos feitos por Canindé. Tudo começa com a escalação de Adilson no ataque e a invenção de ter colocado Everton Sena numa posição que nem ele sabia qual era. Colocou de frente, o tal Adilson. Além da ruindade, um jogador que não havia jogado uma só partida inteira no Santa Cruz. Meus amigos, como é que alguém que se diz treinador de futebol escala Adilson no lugar deixado por Léo Gamalho? Esse Adilson não tem vaga, nem na pelada que Lins organiza todo sábado de manhã, lá no Jiquiá. Não deu outra, o cabra não fez nada e foi sacado no intervalo. Seu Canindé, pra limpar a sujeira que fez, queimou uma substituição e colocou Betinho que estava há três meses sem jogar bola. Improvisou Everton Sena que ficou perdido em campo. Daí, começou a distribuir pancadas e levou cartão amarelo. O treinador tenta resolver a lambança que fez e queima outra substituição no intervalo. Só que ele tem a brilhante ideia de botar um dos mais famosos perronhas oriundos da nossa divisão de base, Memo. Nosso time precisando vencer, o sujeito ao invés de colocar Natan, resolve botar o tal Memo. E aí, deu no que deu. Vou parar por aqui. Relembrar o jogo contra o Bragantino faz mal pra saúde....

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