Prossegue a Copa, prossegue o bolão
jun27

Prossegue a Copa, prossegue o bolão

O líder do bolão do Blog do Santinha, o senhor Carlos Eduardo Campos, parece ser aquele tipo de sujeito que se finge de morto para enrabar o coveiro. Depois de aparecer em primeiro lugar no bolão do Blog do Santinha ao fim da primeira rodada, ele aparentemente naufragou com seus palpites. Perdeu a liderança e depois foi caindo, caindo. De repente, de uma hora para outras, aos 49 do segundo tempo, eis que o cabra reaparece na frente depois de uma incrível sequência de chutes na mosca. Ele está com mais de 8.000 pontos, abrindo quase 500 pontos para o segundo colocado, Sandro Bartolomeu Cintra, que sentiu o gostinho de aparecer em primeiro por um dia. Entre os blogueiros, Gerrá continua sendo um fracasso completo em 22º. Inácio França é o que faz menos feio, aparecendo em 7º lugar. Sama está em 10º, brigando ponto a ponto com o cunhado dele, seu Pedoca. Abaixo, uma pequena contribuição do blog para ajudar os participantes na hora de dar os palpites para o placar de cada jogo das oitavas. Brasil x Chile – A defesa do Brasil é bem sólida. A do Chile também, mas dizem que é bem baixinha. O Brasil só fez uma apresentação meia boca e duas de dar sono, enquanto que o Chile jogou muita bola em duas partidas. Mas o que parece ser vantagem pode virar desvantagem: a derrota no terceiro jogo contra a Holanda pode abalar a confiança dos chilenos. Em compensação, eles tem uma motivação extra para vir para cima babando e fazer história na casa alheia. Ou seja, pode ser que dê Brasil. Pode ser que dê Chile. México x Holanda – Os mexicanos estão entusiasmados, parecem adaptados ao Brasil como se aqui fosse o quintal do sítio da avó de Chicharito, perto de Guadalajara. A Holanda está toda posuda depois de bons jogos na primeira fase e realmente tem um ataque de meter medo. Se Robben e Van Persie estiverem com a macaca novamente, os holandeses podem ganhar, quem sabe golear. Agora, se o goleiraço Ochoa estiver atento, aí o México não vai amarelar como sempre fazem e podem até vencer. Uruguai x Colômbia – Os uruguaios devem estar mordidos com a punição a Suarez e vão considerar a vitória uma questão de honra. Isso pode ajudar a Celeste a vencer. Entretanto, Forlán anda meio devagar ultimamente, fora de forma talvez, e Cavani não está jogando nem pedra em santo. A Colômbia tem tudo para passar para a próxima fase, a não ser que perca sentindo o peso da responsabilidade sobre o jovem cracaço James Rodrigues. Costa Rica x Grécia – Costa...

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Muito achismo em poucas palavras
jun18

Muito achismo em poucas palavras

Aqui vai um pouco do que achamos e esperamos de cada um delas a partir do que deu para ver na primeira rodada. Brasil – Um time jovem,  talentoso e travado pela emoção. Se se soltarem, é candidatíssimo ao título. De 2018, pelo menos. Croácia – O típico time que perde nas oitavas-de-final, se conseguir chegar lá. E depois que for embora, vai ser difícil alguém se lembrar. México – Corajosos, insistentes e conseguiram a proeza de manter a calma depois serem roubados duas vezes pelo trio de arbitragem mais ladrão da Copa. Bom para cair nas oitavas-de-final e deixar todo mundo com peninha. Camarões – Vieram para passear, beber e comer moqueca capixaba. Aposto que o elenco só vai deixar a preguiça de lado na hora de pegar as galegas torcedoras das seleções que vão permanecer na Copa. Espanha – Tic-tac de cu é rola. Depois dessa Copa, a Espanha vai voltar a ser o Bragantino global: uma vezinha campeã e pronto, de volta ao pelotão intermediário. Holanda – O ataque arrasou, não há dúvidas, mas a defesa parece a do Náutico. Quando pegar um time médio pode se complicar atrás. Chile – Outro que só tem tampa de crush do meio para frente. Como nunca comeram mel, quase se lambuzam. Austrália – Botar a bola no chão e partir para cima depois de levar um olé no primeiro tempo é coisa para fortes. Fortes e desengonçados. Quero ver um jogo de rúgbi dos australianos, pois de futebol já vi uma meia dúzia e sei que dali não sai nada. Colômbia – Taí, gostei. Um time arrumadinho que jogou sério. Vão fazer graça e passar 20 anos dizendo “se Falcão Garcia tivesse vivo, seríamos campeões”. Grécia – Se jogasse o Brasileirão da Série A, seria rebaixada para a Segundona. Do jeito que está a crise, deveriam ter naturalizado o time da Chapecoense inteiro. Sairia mais barato do que mandar o pessoal vir de lá. Costa do Marfim – É a primeira vez na vida que um jogador entra só para dar apoio moral ao resto do time. Bom time para chegar nas oitavas e parar por aí. Japão – Eles são uma gracinha, limpam o estádio, são simpáticos, fazem ótimos temakis, começam arrasando e terminam arrasados. Sinceramente, deu pena de novo, que nem ano passado contra a Itália. Uruguai – Obdulio Varela baixou em campo, não encontrou um só jogador de azul-celeste compatível com sua alma, aí encostou nos costarriquenhos para não perder a viagem. Costa Rica – Um time cheio de alma. Aquele Campbell encaixava à perfeição no ataque do Santinha ao lado de Leo Gamalho. E...

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Anotações inúteis sobre a Copa do Mundo*
jun13

Anotações inúteis sobre a Copa do Mundo*

Desde que me entendo por gente, adoro o futebol. É uma herança paterna das mais nobres. Onde morávamos, em qualquer cidade, era uma programação normal, ir ao estádio, ver os jogos, escutar os comentários dos mais velhos, torcer. Geralmente íamos meu pai, eu e meu irmão do meio, o Tonho, já que o Paulinho nunca foi propriamente um amante do futebol. Foi assim ao longo da minha vida, até que completei 18 anos e vim morar no Recife, onde iniciei a “carreira solo” no futebol. Aqui, me apeguei ao Santa Cruz, que virou meu time do coração, e sigo indo regularmente aos estádios onde o Santa joga, especialmente o Arruda. Desde que me entendo por gente, muitos intelectuais, jornalistas, muitos especialistas ou simples comentadores de Internet, classificados de “colunistas”, colocam o futebol como “alienação” ou “ópio do povo brasileiro”. Fazem cara feia para algo importantíssimo em nossa cultura. Agora, na Copa, prometem torcer contra a Seleção Canarinha. Não sei que caráter eu teria, que homem eu seria, se não tivesse ido tantas vezes ao estádio, se não tivesse sido um menino acompanhando seu pai e irmão, em campos do Maranhão, Ceará, Pernambuco, fora os estádios pelo Brasil afora, além de outros tantos países que conheci. Frustrações, glórias, derrotas, tristezas, euforias, uma quantidade enorme de amigos que fiz, que seguem sendo meus irmãos. Não sei também como eu seria, aos 45 anos, se não jogasse peladas semanais, com meus amigos, onde corremos, suamos, praguejamos, discutimos, lamentamos derrotas e firmamos nossas amizades. Sempre joguei, sempre admirei e sempre lamentei tratarem o futebol nacional como coisa de cretinos. Cretinos são os que administram nosso futebol, não os milhões que o amam. Parece que é preciso dar uma conotação de “falha de caráter” a essa nossa obsessão nacional pelo futebol. O mais engraçado é saber que essa não é uma característica brasileira – o futebol é uma obsessão mundial, que a cada dia movimenta mais bilhões, interesses, mídia. Está aí, o Uruguai, celebrando há 64 anos um título em cima do Brasil, o “Maracanazo”. Já estive várias vezes lá e sei que aquela vitória, em 1950, ajudou a definir um certo caráter uruguaio, um pequeno país capaz de enfrentar um gigante. Temos cretinos administrando nosso futebol. O presidente da CBF, um sujeito que se chama José Maria Marin, admirador confesso da Ditadura de 1964, foi capaz de embolsar a medalha destinada aos atletas da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2012. Não preciso citar Ricardo Teixeira, muito menos João Havelange e o agora o senhor Joseph Blatter, o “dono” da Fifa, quase o equivalente àqueles meninos ruins de pelada, mas que são...

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Um bolão para chamar de nosso
jun10

Um bolão para chamar de nosso

Senhoras e senhores (mais senhores do que senhoras, infelizmente), na falta de assunto – apesar da dispensa de um ou outro jogador meia-boca do elenco tricolor – o Blog do Santinha criou seu próprio bolão (foto) da Copa do Mundo para poder render disse-me-disse e lero-lero entre os leitores ou curiosos. Para dar seus palpites, basta entrar neste link aqui: http://www.vippredictor.com/pt-BR/Group/Index/56838 e fazer um daqueles cadastrozinhos meio chatos (até que esse não é dos piores). O bolão do Blog do Santinha está disponível para qualquer um que queira participar. É entrar e dar os chutes. No final, quem ganhar vai levar um exemplar autografado do volume 1 da Trilogia das Cores, A raça é negra, acompanhado de uma lapada de...

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Oba! Vai ter Copa!
jun10

Oba! Vai ter Copa!

Para tristeza de alguns e alegria de outros, vai ter copa e eu não vejo a hora da bola começar a rolar. Quem me conhece sabe que estou incluído no grupo dos que estão alegres. Tenho um amigo que até férias já tirou para acompanhar as partidas. Já o nosso preparador fígado comprou um desses aparelhos celular que tem TV para poder ver os jogos no trabalho. Eu até vejo um jogo aqui, outro acolá, mas o que gosto mesmo é dos dias em que a seleção brasileira joga. As farras, as ruas enfeitadas, as apostas, as famílias reunidas, ameninada imitando os craques do Brasil. Quando eu era pequeno, no quintal de casa, eu brincava de bola com minha avó. Chutava pra ela agarrar e gritava: gooool de Tostão! Comecei mesmo a acompanhar o Brasil, a partir da copa de 74, na Alemanha. Apesar de novo naquela época, tenho algumas lembranças. O finado Marinho e seu cabelo amarelado, a bomba de Rivelino nos 3 a 0 contra o Zaire. Rivelino de novo, numa falta contra a Alemanha Oriental. Em 74, Leão era o goleiro. Tinha, também, Ademir da Guia, Jairzinho e Zé Maria. A copa de 78, a que foi disputada na Argentina, me recordo perfeitamente. Naquele ano meu pai nos fez uma grata surpresa. Comprou uma Sharp de 20 polegadas, à cores. Era a primeira televisão colorida da nossa casa. No início nossa seleção não foi bem. Mas melhorou no decorrer da disputa. Dirceu jogou muito naquela copa. Pena que o Peru abriu pros argentinos e ficamos de fora da final, pois perdemos no saldo de gols para os donos da casa. Daí, nosso escrete foi disputar o terceiro lugar contra a Itália. Ficamos com o terceiro lugar. Um golaço de Nelinho de fora da área, que até hoje eu lembro. Saímos invictos daquela copa. Diziam que havíamos sido campeões morais. Mas sofrimento grande foi a eliminação na copa de 82, na Espanha. Mesmo não concordando com a titularidade de Waldir Perez(se fosse hoje, Thiago Cardoso era titular naquele time de Telê Santana) e com a reserva de Paulo Isidoro, eu tinha plena confiança naquele time. Eu só não. Eu e o resto do planeta. A rua que eu morava, era uma festa. E quando perdemos para Paolo Rossi e Cia., ela ficou em silêncio e chorou. Daquele ano eu recordo das jogadas de calcanhar do Dr. Sócrates. Dos passes de Zico. Do antológico gol que Eder fez na Escócia. Aliás, a Seleção do Brasil só fazia gols bonitos. E lembro da música Voa Canarinho e de Pacheco, o bonequinho da propaganda da Gillete. “Pacheco, camisa 12, é...

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