Todos no Poço da Panela. Todos com o Santa!

A tradição tá mantida. Domingo é dia de preliminar no Poço da Panela. A orquestra é a Venenosa, a aguardente é Pitú, o tira-gosto é feijoada e a festa é do Santa Cruz. Naná já manda um recado: vamos fazer o dobro da feijoada! E já começamos a arrumar a Minha Cobra. Tudo indica que dessa vez o sanfoneiro Chiló não vai farrapar e a Sanfona Coral vai dar caras. E o boato lá no Poço, é que vai rolar um Black Friday em de Seu Vital. Vai ter promoção de cerveja, queijo coalho, conhaque de alcatrão e o famoso remédio, feito a base de ervas medicinais e não-medicinais. Isto tudo sem nota fiscal, é claro! Então, tricolozada coral santa-cruzense das bandas do Arruda, domingo a partir das 11h13,  a preliminar é no Poço da Panela. Depois, todos para o Arruda. TODOS COM O...

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Todos sem a nota

Estava em Brasília, a trabalho, quando recebi a notícia pelo email: “Continuamos sendo orientados para não abrir o Todos Com a Nota para este jogo. A ordem é do Governo do Estado e os torcedores já estão sendo informados sobre isso. Não foi marcada nenhuma reunião e ninguém ligou para conversar com a gente sobre qualquer mudança, então, até o momento, não terá o TCN para o jogo de domingo”, afirmou o coordenador do projeto, Gustavo Aguiar. ** A explicação para o a punição ao Santa: “O Santa Cruz descumpriu a lei estadual que obrigava os clubes da capital a mandarem  pelo menos dois jogos na Arena. O Consórcio Arena Pernambuco tentou realizar um acordo com o clube para que a partida da semifinal acontecesse no palco local da Copa do Mundo, mas não houve sucesso”. (Folha de Pernambuco, 27.11.2013.) Para que fique mais claro, a semifinal que o coordenador cita foi o jogo da volta contra o Luverdense. Santa Cruz 2 X 1 Luverdense. É interessante essa peleja do Governo Estadual querendo de todo jeito fazer o Santa Cruz jogar as partidas finais da Série C, lá em São Lourenço da Mata. Por que tanta agonia? Da nossa parte, não vejo sentido nenhum, nós tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda, termos passado o ano todo construindo nossa conquista no gramado do José do Rego Maciel, e agora, justamente no jogo final, na decisão do campeonato brasileiro, na despedida do nosso vitorioso ano de 2013, irmos festejar num salão de festas chique, que foi construído para atender aos interesses da Copa do Mundo. A Arena da Copa não é nosso reduto. Aquele estádio não tem nossa cara, não tem nosso cheiro, não tem nosso estilo. Também não me convence a justificativa dada pelo Sr. Todos Com a Nota com relação a punição ao Santa Cruz, dizendo que é pelo fato do descumprimento da Lei. Ora Sr. TCN, arrume outra desculpa, porque domingo, com nota ou sem nota, eu vou pro...

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Eu quero sempre ser campeão

Sempre achei uma tremenda besteira esse de negócio de se dizer que o importante é competir. Certa vez, depois de uma derrota nos jogos escolares, descarreguei uma metralhadora de palavrões na cara do professor que veio amenizar nosso sofrimento, utilizando a tal frase. Eu gosto mesmo é do sabor da conquista. Sou daqueles que não menosprezam o triunfo. Comemoro a vitória no dominó. Vibro com a bola colocada no cantinho da barra do jogo de botão. Dou volta olímpica, após ganhar o torneio de futebol society na confraternização da nossa pelada. Quando entro na disputa, entro para chegar ao ápice. No topo do pódio. Não me importo qual seja o título. Se é jogo, eu quero ser o vencedor. Quero gritar “é campeão”. Até hoje não me conformo em ter sido vice-campeão da série B de 2005 e muito menos da série D em 2011. Não fosse a frouxura da turma da barbie e a morgação de Zé Teodoro e Sandro Barbosa, estaríamos hoje com dois títulos nacionais anotados na nossa história. Para mim, a importância de ser campeão vai além de detalhes como estrelas, voltas olímpicas e troféus. É muito mais do que isto. O Santa Cruz campeão é o povo sorrindo à toa. É a pequena Sofia que corre por dentro de casa e grita “ti-ticolor”. É Bruno que passa horas desenhando o Santa Cruz. É Mariá que recorta imagens do nosso escudo e cola na sua pasta e nos seus cadernos. É Heitor que vai para o treino de futsal vestido dos pés a cabeça com as nossas cores. O Santa Cruz campeão é o motorista que forra o banco do ônibus com a toalha do Mais Querido. É Daniel que vai trabalhar vestindo uma camisa coral por baixo da farda. É Seu Luiz que abre uma cerveja e faz um brinde. É Gorete que estende a bandeira na janela de casa. É Naná que tira sua onda. Seja qual for a vitória, seja qual for o campeonato, quando o Santinha triunfa, é toda uma massa que se orgulha, é todo um amor que se renova, é toda uma paixão que se fortalece. Que venha a conquista do campeão brasileiro da série C. Eu, Alessandra, Inácio, Geórgia, Samarone, Stênio, Delmes, Gileno, Raquel, Guila e tantos outros estaremos de braços abertos para receber o...

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O País de Caça-Rato

Por Xico Sá. Amigo torcedor, amigo secador, no país de Caça-Rato, símbolo da sobrevivência e herói do time do Santa Cruz, tudo é diferente da fantasia e da modernidade que tentam nos vender a cada instante, a cada clique, a cada moda. No país de Caça-Rato, o menino Paulo Henrique, 9, nada de braçada no esgoto do canal do Arruda, como na foto de Diego Nigro (JC Imagem), que assombrou o mundo esta semana. No país de Caça-Rato, alguns, como o próprio jogador, escapam graças ao futebol, ao funk, ao rap, ao pagode. Muitos outros ficam no caminho, caça-ratinhos fadados ao limbo dos refugos humanos ou às balas nada perdidas da polícia –quase sempre morte matada antes dos 30. No país de Caça-Rato, vale o libelo da música de Chico Science, no rastro das imagens do médico e escritor Josué de Castro (1908-73): o homem-caranguejo saiu do mangue e virou gabiru. No país de Caça-Rato, as vidas são desperdiçadas, velho Bauman, muito mais do que nos exemplos do teu livro sobre o tema. No país de Caça-Rato só há o barulho dos roedores em sinfonia (wagneriana) com a denúncia permanente das tripas. Neste país, não se diz estou abaixo da linha da pobreza ou qualquer outra frieza estatística, neste país se diz simplesmente “tô no rato”, o mesmo que estar lascado como um maxixe em cruz. O mesmo que estar na pele daquele roedor da fábula de Kafka, o bicho que vê o mundo cada vez mais estreito, sem saída à esquerda e muito menos à direita, restando apenas recorrer à orientação de um gato para não cair na ratoeira. O gato o orienta, civilizadamente, mas o abocanha na sequência. No país de Caça-Rato, tudo é mesmo diferente. Estádio não é arena, não se sabe quem governa, e o Santa Cruz é muito mais que a seleção Brasileira. É a pátria dos pés-descalços, ouviram do canal do Arruda às margens fétidas e baldeadas. O dialeto que se fala neste país não entra no Aurélio, mas sim no Liêdo, um sábio recifense, autor, entre outras joias, de “O Povo, o Sexo, a Miséria ou o Homem é Sacana”. A alta gastronomia no país de Caça-Rato tem o aruá, o sururu –já bem escasso e artigo de luxo–, o mingau de cachorro e o caroço de jaca assado na brasa. O rei do camarote neste país sem fronteiras é conhecido como cafuçu, o avesso do playboy, mas uma criatura que capricha no estilo dentro das suas posses. O jogador do Santa Cruz que dá nome a este país é o príncipe dos cafuçus. No reino de Caça-Rato, o menino que nada...

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Contagem regressiva: vem aí o “livro branco”

Daqui a exatos 30 dias, lançaremos A emoção é branca, o segundo volume da Trilogia das Cores. A farra vai ser no bar Mamulengo, na praça do Arsenal, às 18h17min do dia 12 de dezembro, uma quinta-feira. Anotem aí nas respectivas agendas, smartphones, tablets ou cadernetinhas de anotações. A  gráfica já mandou a prova, devidamente aprovada pelo editor da Sappho Books, e o dito cujo já está sendo impresso em papel de altíssima qualidade. Lamentavelmente, o editor, o senhor Pedro Moura informa que não poderá estar presente devido a uma reuniãozinha de negócio nas Filipinas, marcada de forma equivocada pela sua secretária para o mesmo dia. Lembrando que o segundo volume incluirá uma seleção de crônicas de 2008 a 2010, ou seja, os nossos melhores textos sobre nossos piores momentos. Vale a pena ler para lembrar um tempo que está ficando para trás, mas que para servir como vacina contra erros futuros precisa estar vivo na memória coral Em breve maiores informações e material para...

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