A Copa do Mundo é nossa?
jun18

A Copa do Mundo é nossa?

A Copa do Mundo, para quem ama futebol, é o paraíso, uma overdose futebolística única. Acabei de chegar da universidade e publico esse texto enquanto escuto o segundo tempo do Santinha contra o Capibaribe. É jogo que não acaba mais, meus amigos. O legal é que durante as partidas da Copa, Eu, Gerrá e Sama ficamos trocando impressões por meio do zap. Daí foi um passo para Gerrá sugerir que a gente escrevesse aqui sobre essas impressões. Enquanto estou aqui torcendo para que o Santinha consiga usar bem a vantagem de um jogador a mais – afobado é a palavra que mais escutei na rádio sobre nosso time – vou publicar o que Gerrá me mandou sobre as partidas até agoa. Sama, depois que se tornou um eremita em Olinda, diz que vai escrever, mas só fica na promessa. Temos que rever esse contrato de articulista logo. Bem, aí vai o que Gerrá me mandou: “A copa começou. E pra lascar a turma que participa de bolão e apostas, a Russia meteu 5 na Arábia. Não vi o jogo ao vivo. Mas pelo taipe que assisti, a impressão que tive foi que até a Arábia Saudita se iludiu com a Russia. O time do Egito, por pouco não derrubou o Uruguai. Fez uma retranca do caralho e quase consegue o empate. Digo uma coisa, se Salah estivesse em campo, a seleção egipcia teria vencido. Fiquei imaginando se eles tivessem um ataque com Salah, Denis Marques e Keno. Venceriam fácil. Torci pelo Egito, mas não fiquei triste com a vitória da Celeste. Joguinho feio foi Marrocos e Irã. Meus amigos, aquilo é mais fraco do que jogo de serie D. Se o Marrocos ou Irã jogassem a nossa série B, seriam rebaixados na hora. Na sericê, brigariam pra não cair. Bonito foi ver Messi com aquela cara de retardado, perder um penalti. O goleiro da Islândia, o tal do Halldorsson, um ex-diretor de cinema, defendeu a cobrança e fez a Argentina tomar no cu. Foi lindo. Um fato interessante no time da Islândia: todos os jogadores titulares tem os sobrenomes terminados em Son. Hannes Halldórsson, Birkir Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Kári Árnason e Ari Skulason; Aron Gunnarsson, Birkir Bjarnason, Jóhann Gudmundsson e Emil Hallfredsson; Björn Sigurdarson e Jón Bödvarsson e o treinador é Heimir Hallgrímsson! Uma coisa boa que estou gostando nessas primeiras partidas é ver que ainda se joga na retranca e que um bom ferrolho pode garantir um bom resultado. A Islândia segurou a Argentina assim. Se a Espanha soubesse jogar recuada, teria vencido Portugal. Depois que virou o jogo, era botar o time atrás, irritar Cristiano Ronaldo e...

Leia Mais
Tem novidade na Minha Cobra
jun14

Tem novidade na Minha Cobra

A turma da Minha Cobra, na qual eu me incluo, está iniciando uma pré-venda dessa camisa aí que está na imagem desta postagem. A ilustração foi um presente do querido amigo Paulo Batista. Paulo é cartunista, nascido em São Paulo e que esteve por aqui no final do mês de maio. Foi ele quem fez aquela arte da camisa que fizemos em homenagem a Chico Science. Pois bem, nessa nova camisa que estamos produzindo, teremos camisas para adultos, inclusive baby looks, e faremos também camisas para gurizada a partir de 8 anos). As camisas serão em malha de algodão. Além da camisa vermelha, teremos também a branca e a camisa preta. A camisa adulto e a baby look custarão R$ 40,00 (quarenta reais) cada. A infantil será R$ 30,00 (trinta reais). Um detalhe, a tiragem será limitada aos pedidos feitos antecipadamente, isto é, serão feitas sobe encomenda. Então, quem quiser adquirir a camisa é entrar em contato com a Minha Cobra e informar o tamanho e a cor. E, lógico, fazer o pagamento. O contato pode ser feito pela nossa página no Facebook ou por nosso Instagram. Ou por um dos seguintes zaps: Esequias Pierre 9.9917-3959;  Claudemir Pereira 9.9718-8408;  Gerrá da Zabumba 9.9976-8985; Robson Sena 9.9985-8597! Um abraço, muito obrigado, de...

Leia Mais
Bora conhecer o Arruda!
jun10

Bora conhecer o Arruda!

Gerrá é o tricolor coral de esquerda que mais tem amigos tricolores corais de esquerda. Domingo passado foi a festa de seus 50 anos de vida no Mamulengo na Praça do Arsenal. Pense numa festa arretada: cachorro-quente, feijoada, mariscada, bancada de caipirinha e caipirosca e cerveja do velho Moura. Eu estava lá, claro. Entre uma cerveja gelada e outra, conversei com Esequias sobre o Santa Cruz (evidente que o tema universal e onipresente da festa). O Santinha vinha de uma vitória contra a Juazeirense e a torcida percebeu que o time estava, ao menos, com garra – algo que faltou demais naquela tristeza contra o ABC. Esequias contou que Fernandes lhe pediu para apresentar a Sala de Troféus para os jogadores e fazer uma preleção sobre o “que é ser Santa Cruz”. Ele botou pra fuder. Ávila se atabacou e não prestava atenção em nada. Fernandes lhe deu um esporro e colocou a casa em ordem. Carlinhos Paraíba passou uma mensagem para Esequias agradecendo pelo incentivo. Nota: Esequias não é funcionário do Clube, apenas um torcedor apaixonado. Daí surgiu a ideia. Eu disse: “Ei, meu velho, o que achas da gente organizar um sábado de manhã e convidar, pelo Blog do Santinha, a torcida para tu levar a galera para conhecer o gramado do Arruda, os vestiários, a Sala de Troféus, seu Abílio e Galvão?” Ele riu da ideia e respondeu: “Ideia massa, Zeca. Vamos ver uma data em que não tenha jogo. Assim o Arruda está livre. Vamos marcar sim. Quando tiver a data, tu divulga no Blog do Santinha e convida a torcida para a gente se conhecer e conhecer o Arruda”. E é isso que vamos fazer. Será o dia do “Bora conhecer o Arruda”. Dia para levar a família, os amigos, conhecidos e quem quiser aparecer para estreitar amizades, bater um papo legal e celebrar essa paixão pelo tricolor coral. Assim que Esequias confirmar uma data, vou publicar aqui uma convocatória. Tenho um amigo, Léo Neves, que é torcedor do Do Recife. Como ele mora em Água Fria, o filho dele, Lugo, de cinco anos, é apaixonado pelo Santinha.Contradição maravilhosa. Já dei camisa e bandeira para ele que ficou todo feliz para desespero do pai. Lugo vai ser o primeiro que vou levar nessa tour. Mas quanto ao jogo de amanhã, estarei em Serra Talhada participando como avaliador de uma banca de concurso paa professor da UFRPE. Vou tentar dar uma escapulida para Salgueiro – uma hora de viagem de Serra – e assistir ao jogo no estádio. Espero que aquele espírito de guerreiros que tanto define o Santa Cruz – e que deu um...

Leia Mais
Não é brincadeira não.
maio21

Não é brincadeira não.

A séricê não é lugar para se brincar em campo ou se preocupar em jogar bonito. Na verdade, com esse atual elenco do Santinha, fica muito difícil imaginar uma partida com beleza futebolística. A séricê é lugar de se preocupar com a pontuação, em focar na tabela e entender que os jogos são pegados porque são nivelados por baixo. A garra e a força de vontade falam mais alto do que tudo. O Santa Cruz perdeu uma grande chance de sair com 3 pontos desse último jogo contra o Botafogo. Robinho até que mostrou a cara, colocando bola na trave, mas logo em seguida nossa zaga sofre uma hemorragia cerebral e levamos o primeiro gol. De uma infantilidade gritante. O golaço de Carlinhos Paraíba alegrou os 14 mil torcedores que deram exemplo de amor ao clube. Esses jogos nesses horários de doido são foda. O segundo tempo parecia promissor. Robinho, de novo, mostrou a cara e fez um golaço também. Artur Rezende até tentou algumas vezes, mas sempre passando perto. Aí, meus amigos, o apagão se instaurou de vez. O segundo gol do Botafogo repetiu a incapacidade crônica de nosso meio de campo em marcar e de nossa defesa em evitar um gol simples. Ninguém chegou em Dico – é preciso pegada, meus amigos. O terceiro gol foi o ponto culminante que demonstra como nossa defesa fica perdida em alguns momentos (ou muitos). Inacreditável como se leva um gol daqueles. É para o cara ficar muito puto da vida. É preciso corrigir o posicionamento, a tática e, principalmente, a vontade de ganhar a bola dessa defesa. Temos que ser realistas, pois a regra é clara: só tem tu, vai tu mesmo. Olha só: Vitor, Sandoval, Augusto Silva, Henrique Ávila e Charles. Não tem milagre, mas mudar de atitude mental ajuda muito. Séricê não é brincadeira não. Sem garra e vontade, como pedir para que a torcida chegue junto? E só assim para que a galera volte a ter ânimo como bem lembrou Marcelo Almeida. Bem, terça que vem estarei em aula à noite. Só saberei do resultado no final da partida. Mas vamos torcer. A grana é boa e nosso Mais Querido precisa de cada centavo que entrar. NOTA: Quero externar meu apoio a Juninho Pernambucano que levou uma dura ao vivo da direção do SporTV após chutar o pau da barraca e falar umas verdades sobre a imprensa esportiva brasileira. É preciso ter coragem para dizer a verdade e Juninho teve. Uma pena que ele saiu do programa – gente que pensa, nesse país, parece que faz mal a muita...

Leia Mais
Quem vai?
maio17

Quem vai?

E aí, tu vai? — vou, mas é lógico! — e eu nunca deixei de ir. Sábado tou lá! — meu amigo, pode dar cachorro em trinta, mas sábado eu vou é pro Arruda. É jogo de seis pontos. E pense numa raiva que eu tenho de time da Paraíba! — cinco hora eu tou largando e é direto pro Arruda. Eu vou! — vai eu, a mulher e Netinho! — oxi! E isso é pergunta! Tomo uma de leve na sexta. Acordo cedo no sábado. Dou aquela trepada, depois vou na feira. Meio-dia, começo a calibrar o fígado. Três horas tomo um banho, visto o manto sagrado e me mando. Dois a zero. Carlinhos Paraíba vai fazer o dele. E terça vou de novo! — rapaz… o cabra que não for é mulher do padre! A pessoa só não vai pra um jogo desse em caso de morte ou doença grave. Tem que ir. —  se jogar igual a jogou no segundo tempo contra o Globo, a gente ganha! Eu tou pensando que vai ser 3 a 0. Mas pode ser de meio a zero, o que interessa agora é vencer e garantir os três pontos pra ficar sempre no G-4. Se o Santa embalar não tem quem segure a gente. — eu eu tou doido de não ir? Quem quiser que assista pela televisão. Eu vou é pra o Arruda! — olhe, tem uma turma que reclama quando o time perde, quando empata e quando ganha. Mas agora é apoiar e jogar junto. Tem que ir todo mundo! — tenho um trampo à noite. Mas já desenrolei a parada. Vou pro jogo e de lá corro pra tarefa. — vou fazer a concentração no Posto. De lá pra arquibancada, pertinho do escudo. — lá de casa, são cinco. Vai todo mundo! Até papai se animou. Simbora pro Arruda. — tenho pra mim que Robert vai tirar a inhaca! Estarei lá. — se o Santa Cruz vencer, vai ficar com moral! Eu não vejo nenhum elenco melhor do que o nosso. Tá faltando a gente encaixar. Tou confiante pra sábado. Sim, é claro que eu vou. Lugar de torcedor do Santa Cruz é no Arruda. — quero nem saber quem vai ser o goleiro, o zagueiro e nem o atacante. Eu só sei que vou pro Arruda. É a gente que vai garantir a vitória. Vai ser no grito. — mulher, ah mulher, você não precisa me esperar, eu vou chegar fora de hora, pois hoje o meu Santa vai jogar… Bom, aqui em casa, vamos todos. Samarone também vai. Robson, Marconi, Odilon, Claudemir, Inácio, Esequias, Lukinha, Anízio,...

Leia Mais
Campeonato doido, ingrato e cruel
maio13

Campeonato doido, ingrato e cruel

No meio da semana, Samarone me perguntou quem seria nosso próximo adversário. Respondi que era o Globo. Ele perguntou qual o dia. Respondi que seria na próxima segunda-feira. Pra finalizar o questionário, Sama quis saber se o jogo era no Arruda. Sexta-feira, foi Naná. Encontrei com ele no forró de Seu Vital. O gordinho deixou de beber cerveja e agora só toma aguardente. Pelo que entendi, um tratamento de acupuntura está fazendo ele deixar de ter vontade de tomar cerveja e ativando um ponto que gosta de cachaça. Naná disse a mim e a Chiló: a gente não pode abandonar o Santa Cruz. Tem que tá junto. Concordamos. Ele emendou: quando é o próximo jogo? É no Arruda? Outro dia, a minha filha menor estava se lamentando. “Papai, nunca mais a gente foi pro jogo do Santa. Ele vai jogar quando?”. É, meus amigos, essa tal sericê é ingrata e cruel com nós torcedores. Praticamente o seu time do coração só joga de oito em oito dias. É tanto tempo de uma partida para outra que a gente até esquece que vai ter o próximo jogo, quando vai ser e com quem iremos jogar. Eu mesmo, quase todo dia consulto a tabela. Faço isso pra não esquecer dos jogos e para não esquecer que estamos disputando o campeonato brasileiro da terceira divisão. Ocupo meu tempo ocioso, vendo jogos da seribê e sericê. Assistir aos jogos da segundona do brasileiro me deixa de baixo astral. Cada time ruim danado e a gente fora dessa festa. Por outro lado, ver as partidas da terceirona me trás esperança que temos condições de avançar. Até agora não vi nada do outro mundo. Nos times que estão na cabeça, não tem nenhum craque. No máximo um bom jogador. O que tem de sobra é muita raça e um feijão com arroz bem feito. Nada além disso. Hoje, o Remo do velho Giva meteu 3 a 1, de virada,  no Botafogo da Paraíba. O jogo foi em João Pessoa. O Atlético do Acre goleou o Juazeirense, 5 a 0. E o Capibaribe, que muita gente achava que estava morto, venceu o Salgueiro por  3 a 0, no sábado, na Arena. Nessa segunda, a gente joga contra o Globo. Só pelo nome, esse time merece perder. A depender do resultado, o nosso Santa Cruz pode ir pro G-4, pode ficar em sétimo lugar ou pode se encostar (toc, toc, toc) nos que estão para descer pro inferno. Só sei que essa tal de Sericê é um campeonato doido da porra! A turma que se ligue, porque só são 18 rodadas e quem não ficar entre os...

Leia Mais