De dar calo na vista.
mar18

De dar calo na vista.

De dar calo na vista. O jogo desse domingo do Santinha contra as barbies foi de dar calo na vista e irritação nervosa. O time do Santa Cruz vem em uma clara queda de produção. Tivemos dois resultados terríveis no Pernambucano e esse empate agora. Como bem disse o amigo Anselmo no post anterior: “[…] até elogio o que esse grupo conseguiu até agora. Isso porque vivemos um paradoxo. Precisamos de competições para arrecadar e ter um financeiro melhor. Mas precisamos de tempo para treinar e conseguir jogar melhor. É uma situação difícil.” O paradoxo é bem complexo mesmo. É preciso mais do que urgentemente contratar um meio de campo que saiba criar, se posicionar e tocar a bola. É assustador ver o maltrato que Lucas Gonçalves, Ítalo Henrique e Diego Lorenzi fazem com a bola e com o futebol em si. Creio que todos se lembram como a torcida e a imprensa estava incensando o jovem Elias. Eu mesmo o tinha como uma grande revelação e de um futuro promissor. Escuto as mais diversas explicações entre os torcedores e a mídia para sua queda de qualidade: está empolgado demais com os elogios e acha que joga sozinho, está usando máscara para ir para outro clube, está com medo de se lesionar etc. Difícil saber o que se passa na cabeça de jogador. Lembro-me bem do caso de Rosembrik. Tinha tudo para ser um grande jogador, mas as más línguas diziam que a marvarda da cachaça enterrou o seu talento e disposição. Espero que esse não seja o futuro do jovem Elias. Quem viu o jogo contra as barbies viu um jovem tímido e sem garra, bem como um meio de campo atabalhoado, um time que só jogava reativamente, levando muita pressão e sentindo, de maneira nítida, a falta de Danny Morais, Martins e Allan Dias. E quem diabos acredita no futebol desse Guilherme ou que Augusto ainda pode melhorar? Ser realista – para além do otimismo – dá nisso. Perceberam, também, como parece que a FPF está levantando a bola, digo, a tabela dos jogos a favor do Do Recife? Foi o time que menos viajou para além da RMR. Coincidência? Pelas bandas daqui, Leston saiu em defesa de seu elenco, o que é normal. Mas não tem como fazer vista grossa à franca decadência do futebol desse time. Algo tem que ser corrigido rapidamente, pois é muito jogo atrás do outro. Creio não errar quando penso que esse Clássico das Emoções foi um dos mais sem emoção de todos os tempos. Valeu mesmo foi a faixa da torcida da barbie perguntando sobre o assassinato de Marielle Franco....

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Formando mais um coração coral.
mar12

Formando mais um coração coral.

Após dois péssimos resultados – na verdade, duas derrotas vergonhosas contra o Vitória e o Salgueiro –  o Santinha conseguiu arrancar um empate salutar com o CSA. A bela cobrança de falta de Pipico nos garantiu a liderança na Copa do Nordeste. Nessa quinta, no Arruda, o time precisa se reencontrar no Pernambucano e sair com uma vitória contra o Central. Vou levar falta: estarei em aula na UFRPE. Uma pena. Esse jogo da quinta me fez pensar na minha neta, Liz, de um ano e meio. Esperando a oportunidade certa para leva-la ao Arruda. A peregrinação ao Mundão é uma coisa que tenho como quase sagrada, um ato de devoção. Minha família é cheia de hereges. Minha esposa e minha filhas são barbies assumidas. Meu genro torce pelo Do Recife. Todo jogo, quando assistimos alguma partida aqui em casa, é uma greia só. Regado a muita cerveja, tira-gosto e gritos de alegria, xingamento ou tristeza, a polaridade é a tônica dos jogos televisivos. Mas, em meio a esse mar de heresia, surgiu uma grande esperança: minha neta. Evidente que a presença do avô, no que se refere a futebol e ao Santa Cruz, é constante. Tem que se educar as crianças desde o berço. Minha neta é de uma alegria ímpar. Simpática por natureza e trelosa como qualquer criança saudável. Faz um tempo que coloco a camisa do Mais Querido nela, canto o hino do Santinha, mostro gols no Youtube,  músicas do time e desenhos de nossa mascote. Minha neta, toda vez que me vê com a camisa do Santinha, abre um imenso sorriso, fica batendo palmas e repetindo “cruis… cruis…” que, evidentemente, significa Santa Cruz. Meu genro está enlouquecendo. Todas as suas tentativas de corromper minha neta foram devidamente rechaçadas. A alegria dela quando ver o escudo do Santa – ou até mesmo quando mostro minha carteirinha de sócio – é comovente. Pense na coisa mais linda do mundo. E quando ela dança quando canto o nosso hino é melhor ainda. Já disse lá em casa: “O presente de Liz de dois anos vai ser assistir a um jogo do Santinha no Arruda”. A choradeira é geral. Mas não adianta. Está em formação mais um novo coração tricolor coral santacruzense com todo orgulho e toda raça. Não vejo a hora em que esse dia de leva-la ao Arruda chegue. Vai ser emoção demais. Vou, com certeza, me lembrar de meu pai e de minha infância. Se ele estivesse vivo, estaria todo orgulhoso. Fico pensando na cena: bola na área, Pipico corta o zagueiro, puxa para cima do goleiro e manda a bola para as redes. A torcida,...

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Hoje é pra ganhar!
fev20

Hoje é pra ganhar!

A vitória de domingo contra o Do Recife, os coisentos, demonstrou duas coisas essenciais: o elenco está unido, focado e a liderança de Danny Morais se tornou ainda mais forte quando ele foi o responsável por ninguém querer ficar de fora do Clássico das Multidões e Leston Júnior mostrou-se ousado e inteligente. Ganhar no domingo fortaleceu o grupo, deu confiança  e serviu para vermos com ainda mais clareza o que precisa ser corrigido. Depois do jogo, ouvi, no Arruda, muita gente criticando o Elias. Realmente, ele ficou meio desaparecido no jogo, mas creio que a marcação em cima dele foi intensificada: o menino tem talento e está chamando a atenção. Anderson foi uma grata surpresa. E Allan Dias está crescendo a cada partida. Percebi que os volantes do Do Recife são burros que só a peste e espero que Sander continue por lá até afundarem para a séricê. Mas o mais importante é a partida de hoje contra as barbies. O empate anterior deve nos servir de lição. Não podemos sair do Arruda com outro resultado que não seja a vitória. Ganharemos hoje e teremos mais confiança para passar de fase. Além do mais – o que todo tricolor coral comenta – é que iremos garantir a folha com a boa grana que iremos receber. Tininho não terá desculpas para atrasar o salário do elenco – um fantasma que já encheu o saco demais. No domingo, em Abílio, me reencontrei com Juninho, Ridoval, Jorge, Jerry e Marc. A notícia triste foi o fato de que o velho Galvão encerrou seu contrato com o Santa Cruz e fechou as portas de seu bar. Uma pena mesmo. Marc, entre uma cerveja e outra, comentou a importância de ganharmos hoje: – É um jogo decisivo porque garante a folha e permite ao clube gerir com mais tranquilidade seu financeiro. E temos que entender que nosso time não é o Barcelona. Isso é fundamental. Por isso, camaradas, é nossa obrigação invadir o Arruda hoje, apoiar o Mais Querido e empurrar o time para cima das bonecas. Jogo que tem que ser jogado com sangue no olho, com a velha garra coral e com espírito de time grande. Estou otimista, como já disse antes. O retorno ao Arruda foi no melhor estilo possível. Foi uma greia ver a torcida, na saída, mandando o “isportê” para aquele lugar. Hoje à noite quero ver qual vai ser o grito de euforia após nossa vitória. Santa Cruz… Santa Cruz… junta mais essa...

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Seremos campeões de tudo.
fev15

Seremos campeões de tudo.

Final de período na UFRPE, orientações de projetos, bancas de TCC, chororô dos alunos por nota, reuniões sucessivas de planejamento, prévias carnavalescas dando na canela, amigos com muita sede sempre chamando para beber e um espírito maligno que decidiu assombrar meu PC, destruir meu HD e me deixar longe da escrita desde o jogo contra o ABC. Só agora consegui exorcizar o coisa ruim de meu PC e voltar ao mundo digital e à vida de cronista. Não consigo escrever no celular: pense em um cara old school. Quando Jô fez aquele golaço, pensei: seremos campeões de tudo? Porque aquilo foi um milagre. E bem antes do aniversário do Santinha aqui no Pátio de Santa Cruz – que festa linda! Seu Luís, o porteiro mais simpático do mundo, me perguntou: – E aí, professor, está com esperança esse ano? – Estou, Seu Luís. Muita. Esse time é muito melhor do que o timeco do ano passado. – Qualquer time é melhor do que aquela desgraça, professor. É verdade. Mas um milagre é uma coisa bem interessante. O gol de Jô foi tão fora da curva que só mesmo acreditando em milagres e que esse ano será o nosso ano. O jogo contra o Capibaribe demonstrou o que precisamos acertar. As barbies não estão em uma boa fase e o Do Recife tombou contra a Tombense – só notícia boa. Na resenha, ouvi alguns comentadores desconfiados com nosso time contra o Sinop. Vejam que maravilha: não só ganhamos e passamos de fase – vamos embolsar R$ 625 mil que vão ajudar e muito aos cofres do time. Estou começando a ficar otimista de novo. Mas o que eu considero o mais relevante nessas rodadas é o fato de voltarmos ao Arruda nesse próximo domingo. Estou ansioso que só a porra. Nesse domingo não tem universidade, prévia de Carnaval ou amigo com sede que me impeça de ir ao Arruda. Meu Carnaval e minha sede serão na nossa casa contra o Do Recife. Como é época de milagres, espero que não surja uma notícia de última hora levando o jogo para a puta que pariu, ou seja, a famigerada Arena. Um bebum tricolor coral – que sempre toma umas em Seu Sebastião – me disse: – Esse Pipico joga muito. Uma pena que não estará no clássico. É verdade. Fará falta. Clássico das Multidões não é brincadeira: sangue nos olhos, concentração, errar minimamente e sair com uma bela vitória. Como disse, estou bastante otimista nesse início de ano. Seremos campeões de tudo foi a frase que disse a Gerrá após o gol de Jô. Evidente que esse não é o time...

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Três cores, dois nomes e uma paixão
jan31

Três cores, dois nomes e uma paixão

Mal começou o jogo, gol do Santa. Eles se abraçaram. Se apertaram. Parecia um corpo só. Logo em seguida, dois minutos depois, numa bobeira fenomenal, o time sofre o empate. Um gol besta, típico de pelada. O pau ainda estava um pouco duro. Se olharam. Não deram uma palavra. O jogo foi ficando truncado. O Santa Cruz parecia que iria se atrapalhar com a equipe do Afogados. P… foi comprar cerveja. L… ficou só e lembrou da ultima vez que tinham ido ao Arruda. Havia sido no jogo contra o Operário, na sericê. Estádio lotado, adrenalina nas alturas, nervosismo geral, o Mundão estava lindo naquele domingo. Foram para arquibancada. Veio a lembrança da bebedeira depois da partida e da farra que fizeram. “Foi loucura”, recordou. E viu que estava com a mesma camisa daquele dia. Uma retrô do ídolo Birigui. Treparam bastante naquele dia. P.. voltou com a cerveja. “Trouxe um copo pra nós dois. Pra não esquentar”. Numa bola que sobra na entrada da área, ali entre a meia-lua e o lado direito do nosso ataque, Diogo Lorenzi acerta um chutaço. P… e L… estavam de mãos dadas, trocavam carinhos. A pelota sai rasgando o ar na diagonal, meia altura e estufa o barbante. Um golaço. Desses de limpar a vista e de avisar ao adversário sobre quem manda na partida. P… abraçou L… por trás. L… bebeu o restante da cerveja num único gole. Quis beijar P…! Sentiu seu fôlego acariciando sua orelha. “Vai comprar mais cerveja. Deu sorte!”. Dali pra frente dominamos a partida. Impomos nosso ritmo. Mas o time do sertão não é dos piores. P… voltou com outro copo de cerveja. Mal bebeu a primeira golada, Jô toca voltando para Marcos Martins, nosso lateral-direito faz um cálculo rápido que inclui distância, força, velocidade e jeito de chutar e manda a bola certinha pelo alto em direção a Elias. Nosso atacante rapidamente resolve a equação: força x distância x altura x jeito e manda de cabeça tirando do alcance do goleiro. Outro golaço. Como cruza bem esse nosso lateral. E como o garoto Elias não se intimida com nada. É daqueles que não tem vergonha de fazer o que sabe. Já virou xodó da torcida. O primeiro tempo acaba. A massa coral ri a toa. Como diz Naná da Kombi Coral, “a gente tá dominando”. P… e L… fazem uma self e postam no Instagram. “Tu lembra do último jogo no Arruda, contra o Operário? Eu estava com essa mesma camisa”. “Claro que lembro. Só não lembrava da camisa.” E cochichou no ouvido de L…: “me deu o maior tesão agora!”. E deu um beijinho...

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Altos e baixos.
jan30

Altos e baixos.

Altos e baixos e a busca pela regularidade. No início de temporada, o Santinha enfrentou um Treze embalado e não fez feio. O início do Pernambucano foi animador: dava para sentir a euforia e a esperança da torcida. O jogo contra o Flamengo foi sofrido. Como disse antes, temos que dar o desconto daquele famigerado gramado. E aí veio o Bahia e a porca torceu a rabichola. Gerrá, que continua encapelado na vida boa da praia, me mandou algumas observações sobre esse jogo: “A defesa falhou bastante nos gols. O lateral esquerdo deve ter sido pego em um peneirão do Bueirão. O meio de campo é muito burocrático. Allan Dias e Augusto são uma desgraça. O ataque ainda não tem força, mas o menino Elias se salvou. Apesar da qualidade técnica e da diferença de orçamento, nosso time se mostrou arrumado em campo. Silas mostrou que pode ser útil”. Gerrá desceu o sarrafo em nosso guarda metas. Creio que com uma zaga desencontrada é difícil julgar plenamente o goleiro. Ainda acho cedo para um julgamento mais severo. Ontem, contra a famosa zebra do campeonato, o Santinha mandou e desmandou. Uma vitória de 4 x 1 é para ser comemorada, bem como a liderança provisória. Mas até Allan Dias fez o dele. Elias tem meu respeito. Acho que esse menino ainda vai crescer muito. Tem hora que ele fica meio endiabrado em campo e dá gosto de ver. Eis aquela velha garra do Mais Querido. Estava checando a tabela do pernambucano. Salvo engano, creio que só teremos o prazer inenarrável e incomensurável de retornarmos ao Arrudão no Clássico contra o Do Recife no dia 17 de fevereiro. Sabem o que isso significa? Meus amigos e minhas amigas, significa que teremos tomado todas no Pátio de Santa Cruz dia 3 de fevereiro no aniversário do Santa Cruz – ainda mais, vou acompanhar meu amigo Juninho no Marco Zero com o maestro Lessa – e que o fígado estará se preparando para o Carnaval. Eita, na verdade já é Carnaval. Nesse final de semana, estava tomando umas no sítio de meu grande amigo rasta, Jobécio, tricolor coral de sempre. Conheci um delegado lá que é conselheiro do Santinha. Ele me jurou de pés juntos que o gramado já está pronto. Espero que sim, pois ninguém tem mais o saquitel de ir para a casa de caralho ver os jogos. Vamos ver se o jogo contra o ABC, no sábado, não será transferido para o quinto dos infernos no último momento. Está mais do que na hora do time encontrar sua torcida em casa. E encontrar uma regularidade que justifique nossas...

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