Apenas dois jogos.
ago19

Apenas dois jogos.

A rodada desse sábado não foi boa para os pernambucanos: Do Recife levou outra lapada e está descendo ladeira abaixo em direção à séribê e o Capibaribe segue mantendo a velha tradição de nadar e morrer na praia. Se lascaram bonitinho. Do nosso lado, vi uns sites que não botavam muita fé na classificação do Santinha para a séribê. As estatísticas eram baseadas não sei em que método. Parecia mais papo de bebo em boteco. De minha parte, estou bastante confiante. Mas isso não significa que o jogo de hoje será fácil. Não, meus amigos e amigas, não será. O jogo de hoje é decisivo. Estamos apenas a dois jogos da B – 180 minutos e vai ser cana até umas horas. Todo tricolor coral das bandas do Arruda que converso parece esperançoso. Mesmo os mais desconfiados. Seu Manoel, o velho e bom garçom de Seu Sebastião do Pátio da Santa Cruz, sempre repete: “Ah, é Pipico”. Hoje não quero falar dos desacertos dessa gestão. Hoje é dia de esperança e de deixar as mazelas, por enquanto, de lado. É dia de invadir o Arruda, de celebrar o retorno à séribê, sair de casa com uma vitória e tomar muita cerveja porque ninguém é de ferro. E pagaram junho para aumentar nossas esperanças! Danny Morais, William e Arthur estão de volta ao time. Sandoval, Paraíba e Robinho devem compor o elenco também. Vou escutar a resenha para saber a escalação definitiva. Mas o amigo Guto resumiu, na última postagem de Gerrá, o espirito desse jogo: “Agora é mão na cara e dedo no olho. Tem isso de time bom e ruim mais não. É jogar com o coração e na base da raça. Avante Santa Cruz!”. É isso mesmo. Raça, raça pura e vontade de mandar essa séricê para a puta que a pariu. A Diretoria espera um público de 50 mil torcedores. No meio de uma crise econômica no país e sabendo que a torcida do Santa Cruz é o povão mesmo, achei um pouco salgado o preço dos ingressos para o torcedor que vai ter que espremer o bolso pra ir ao Arruda. Era para ter promoção em um jogo tão decisivo assim. Pelo que vi até agora, chegamos a quase 20 mil ingressos vendidos. Mas nunca sabemos o que é real ou não nesses esquemas. Verdade que sempre teremos os pessimistas de plantão que dizem que tudo está perdido e que o clube vai sumir do mapa. Desde sempre que escuto isso. De salários atrasados a crises administrativas, o Santinha sempre sobreviveu. De uma coisa eu não duvido nem a pau: o que move o Santa...

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A Copa do Mundo é nossa?
jun18

A Copa do Mundo é nossa?

A Copa do Mundo, para quem ama futebol, é o paraíso, uma overdose futebolística única. Acabei de chegar da universidade e publico esse texto enquanto escuto o segundo tempo do Santinha contra o Capibaribe. É jogo que não acaba mais, meus amigos. O legal é que durante as partidas da Copa, Eu, Gerrá e Sama ficamos trocando impressões por meio do zap. Daí foi um passo para Gerrá sugerir que a gente escrevesse aqui sobre essas impressões. Enquanto estou aqui torcendo para que o Santinha consiga usar bem a vantagem de um jogador a mais – afobado é a palavra que mais escutei na rádio sobre nosso time – vou publicar o que Gerrá me mandou sobre as partidas até agoa. Sama, depois que se tornou um eremita em Olinda, diz que vai escrever, mas só fica na promessa. Temos que rever esse contrato de articulista logo. Bem, aí vai o que Gerrá me mandou: “A copa começou. E pra lascar a turma que participa de bolão e apostas, a Russia meteu 5 na Arábia. Não vi o jogo ao vivo. Mas pelo taipe que assisti, a impressão que tive foi que até a Arábia Saudita se iludiu com a Russia. O time do Egito, por pouco não derrubou o Uruguai. Fez uma retranca do caralho e quase consegue o empate. Digo uma coisa, se Salah estivesse em campo, a seleção egipcia teria vencido. Fiquei imaginando se eles tivessem um ataque com Salah, Denis Marques e Keno. Venceriam fácil. Torci pelo Egito, mas não fiquei triste com a vitória da Celeste. Joguinho feio foi Marrocos e Irã. Meus amigos, aquilo é mais fraco do que jogo de serie D. Se o Marrocos ou Irã jogassem a nossa série B, seriam rebaixados na hora. Na sericê, brigariam pra não cair. Bonito foi ver Messi com aquela cara de retardado, perder um penalti. O goleiro da Islândia, o tal do Halldorsson, um ex-diretor de cinema, defendeu a cobrança e fez a Argentina tomar no cu. Foi lindo. Um fato interessante no time da Islândia: todos os jogadores titulares tem os sobrenomes terminados em Son. Hannes Halldórsson, Birkir Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Kári Árnason e Ari Skulason; Aron Gunnarsson, Birkir Bjarnason, Jóhann Gudmundsson e Emil Hallfredsson; Björn Sigurdarson e Jón Bödvarsson e o treinador é Heimir Hallgrímsson! Uma coisa boa que estou gostando nessas primeiras partidas é ver que ainda se joga na retranca e que um bom ferrolho pode garantir um bom resultado. A Islândia segurou a Argentina assim. Se a Espanha soubesse jogar recuada, teria vencido Portugal. Depois que virou o jogo, era botar o time atrás, irritar Cristiano Ronaldo e...

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Bora conhecer o Arruda!
jun10

Bora conhecer o Arruda!

Gerrá é o tricolor coral de esquerda que mais tem amigos tricolores corais de esquerda. Domingo passado foi a festa de seus 50 anos de vida no Mamulengo na Praça do Arsenal. Pense numa festa arretada: cachorro-quente, feijoada, mariscada, bancada de caipirinha e caipirosca e cerveja do velho Moura. Eu estava lá, claro. Entre uma cerveja gelada e outra, conversei com Esequias sobre o Santa Cruz (evidente que o tema universal e onipresente da festa). O Santinha vinha de uma vitória contra a Juazeirense e a torcida percebeu que o time estava, ao menos, com garra – algo que faltou demais naquela tristeza contra o ABC. Esequias contou que Fernandes lhe pediu para apresentar a Sala de Troféus para os jogadores e fazer uma preleção sobre o “que é ser Santa Cruz”. Ele botou pra fuder. Ávila se atabacou e não prestava atenção em nada. Fernandes lhe deu um esporro e colocou a casa em ordem. Carlinhos Paraíba passou uma mensagem para Esequias agradecendo pelo incentivo. Nota: Esequias não é funcionário do Clube, apenas um torcedor apaixonado. Daí surgiu a ideia. Eu disse: “Ei, meu velho, o que achas da gente organizar um sábado de manhã e convidar, pelo Blog do Santinha, a torcida para tu levar a galera para conhecer o gramado do Arruda, os vestiários, a Sala de Troféus, seu Abílio e Galvão?” Ele riu da ideia e respondeu: “Ideia massa, Zeca. Vamos ver uma data em que não tenha jogo. Assim o Arruda está livre. Vamos marcar sim. Quando tiver a data, tu divulga no Blog do Santinha e convida a torcida para a gente se conhecer e conhecer o Arruda”. E é isso que vamos fazer. Será o dia do “Bora conhecer o Arruda”. Dia para levar a família, os amigos, conhecidos e quem quiser aparecer para estreitar amizades, bater um papo legal e celebrar essa paixão pelo tricolor coral. Assim que Esequias confirmar uma data, vou publicar aqui uma convocatória. Tenho um amigo, Léo Neves, que é torcedor do Do Recife. Como ele mora em Água Fria, o filho dele, Lugo, de cinco anos, é apaixonado pelo Santinha.Contradição maravilhosa. Já dei camisa e bandeira para ele que ficou todo feliz para desespero do pai. Lugo vai ser o primeiro que vou levar nessa tour. Mas quanto ao jogo de amanhã, estarei em Serra Talhada participando como avaliador de uma banca de concurso paa professor da UFRPE. Vou tentar dar uma escapulida para Salgueiro – uma hora de viagem de Serra – e assistir ao jogo no estádio. Espero que aquele espírito de guerreiros que tanto define o Santa Cruz – e que deu um...

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Não é brincadeira não.
maio21

Não é brincadeira não.

A séricê não é lugar para se brincar em campo ou se preocupar em jogar bonito. Na verdade, com esse atual elenco do Santinha, fica muito difícil imaginar uma partida com beleza futebolística. A séricê é lugar de se preocupar com a pontuação, em focar na tabela e entender que os jogos são pegados porque são nivelados por baixo. A garra e a força de vontade falam mais alto do que tudo. O Santa Cruz perdeu uma grande chance de sair com 3 pontos desse último jogo contra o Botafogo. Robinho até que mostrou a cara, colocando bola na trave, mas logo em seguida nossa zaga sofre uma hemorragia cerebral e levamos o primeiro gol. De uma infantilidade gritante. O golaço de Carlinhos Paraíba alegrou os 14 mil torcedores que deram exemplo de amor ao clube. Esses jogos nesses horários de doido são foda. O segundo tempo parecia promissor. Robinho, de novo, mostrou a cara e fez um golaço também. Artur Rezende até tentou algumas vezes, mas sempre passando perto. Aí, meus amigos, o apagão se instaurou de vez. O segundo gol do Botafogo repetiu a incapacidade crônica de nosso meio de campo em marcar e de nossa defesa em evitar um gol simples. Ninguém chegou em Dico – é preciso pegada, meus amigos. O terceiro gol foi o ponto culminante que demonstra como nossa defesa fica perdida em alguns momentos (ou muitos). Inacreditável como se leva um gol daqueles. É para o cara ficar muito puto da vida. É preciso corrigir o posicionamento, a tática e, principalmente, a vontade de ganhar a bola dessa defesa. Temos que ser realistas, pois a regra é clara: só tem tu, vai tu mesmo. Olha só: Vitor, Sandoval, Augusto Silva, Henrique Ávila e Charles. Não tem milagre, mas mudar de atitude mental ajuda muito. Séricê não é brincadeira não. Sem garra e vontade, como pedir para que a torcida chegue junto? E só assim para que a galera volte a ter ânimo como bem lembrou Marcelo Almeida. Bem, terça que vem estarei em aula à noite. Só saberei do resultado no final da partida. Mas vamos torcer. A grana é boa e nosso Mais Querido precisa de cada centavo que entrar. NOTA: Quero externar meu apoio a Juninho Pernambucano que levou uma dura ao vivo da direção do SporTV após chutar o pau da barraca e falar umas verdades sobre a imprensa esportiva brasileira. É preciso ter coragem para dizer a verdade e Juninho teve. Uma pena que ele saiu do programa – gente que pensa, nesse país, parece que faz mal a muita...

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A velha e boa emoção.
abr16

A velha e boa emoção.

A final do Campeonato Pernambucano foi contra todas as previsões. Ambos os jogos estavam cheios. Tudo o que se pensa sobre a ausência da torcida nos campos – transmissão da TV, transporte público, violência das torcidas, conforto do sofá de casa, a porra toda – não valeu na final. Qual a razão dos estádios lotados na final? Muito simples: a boa e velha emoção. Pois é. Uma das coisas fundamentais no futebol. O que achei estranho – e isso estava conversando com Sama e Gerrá – é que na final eu só escutava neguinho gritando e vibrando com os gols da Patativa. Mas foi a emoção de ambos os lados que incendiou a final e trouxe o torcedor de volta aos campos. Tá, legal isso. Mas vamos ao que interessa: o Santa Cruz. Estava na casa de meu amigo Fábio Martins tomando umas e falando sobre o Santinha. Fábio também é tricolor coral das bandas do Arruda. Enquanto a gente brahmeava, ele soltou essa: “De boa, qual foi a última vez que tu vibrasse feito um louco com um gol do Santa?”. Ficamos pensando e comentando os últimos gols do Santa. Depois ele antecipou: “Por isso que não acompanho mais nada do futebol pernambucano. Acabou-se a emoção. Não tem graça ir ao estádio para ver um time ruim da porra desses. Dói na vista”. Fiquei pensando sobre essa dura afirmação. E não é que é isso mesmo. O que falta é a velha e boa emoção. Claro que o Todos com a Nota criou uma ilusão de torcida apaixonada. Mas também temos que pensar que a grande massa tricolor coral é sofrida, meus amigos. Esse fator é fundamental para pensarmos na torcida do Santinha. Mas a falta de emoção é decisiva. Se estou nas arquibancadas ou nas sociais, sempre escuto alguém berrando: “Que jogo feio da porra!” “Que perronha do caralho!” “Esse técnico é um imbecil!” Para mim, a emoção não bateu ponto no jogo de nossa estreia na séricê, É preciso esperança, é preciso fazer política, é preciso exigir uma porrada de coisas que já chegamos à exaustão discutindo aqui. Temos que fazer uma confissão: a galera aqui do Blog ficou morgada com o PE desse ano. Triste. Falava com Gerrá e Sama: bora escrever, porra! E ninguém tinha tesão. Depois eu lia os comentários aqui e acho que se tivesse o Google do Blog do Santinha e fôssemos buscar as palavras mais usadas aqui, a expressão mais usada que apareceria seria “time pequeno”. Pois é, meus amigos. Nossa peregrinação começou. Os loucos como nós estarão lá apoiando o Santinha. E uma pena que a grande maioria esteja...

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