Loja Virtual do Blog do Santinha

Com a aproximação do lançamento do segundo volume da Trilogia das Cores, A Emoção é Branca, que acontecerá nesta próxima quinta-feira 12 de dezembro às 18.30 no Bar Mamulengo, o Blog do Santinha inaugura hoje sua nova loja virtual. O torcedor que clicar no banner da trilogia ao lado direito vai poder adquirir seus livros com as melhores crônicas do blog através do correio. O frete é totalmente grátis pra todas as cidades do Brasil! A nova loja virtual do Blog do Santinha facilita o processo de compra dos livros através do Pagseguro, por meio do qual o torcedor pode comprar com segurança seus livros com cartão de crédito, débito ou depósito, com parcelamento em até três vezes sem juros. Além do design novo, totalmente em linha com as cores do blog, a loja virtual também permite a compra de volumes combinados – uma ótima pedida pra presente neste Natal! Os livros A Raça é Negra (vol 1) e A Emoção é Branca (vol 2) estão disponíveis para compra, com prazo de entrega pelos correios de até 12 dias úteis. O último volume da Trilogia das Cores, A Paixão é Vermelha, que será lançado no mês do centenário (fevereiro 2014), trará uma série de surpresas pro torcedor, além dos textos dos anos vitoriosos de 2011, 2012 e 2013.     Faltam três dias para o lançamento do livro A Emoção é Branca. Os autores Inácio França, Samarone Lima e Gerrá Lima já estão fazendo musculação pra assinar os autógrafos no dia 12 de dezembro (nesta quinta-feira) às 18.30 no Bar Mamulengo no Recife...

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O País de Caça-Rato

Por Xico Sá. Amigo torcedor, amigo secador, no país de Caça-Rato, símbolo da sobrevivência e herói do time do Santa Cruz, tudo é diferente da fantasia e da modernidade que tentam nos vender a cada instante, a cada clique, a cada moda. No país de Caça-Rato, o menino Paulo Henrique, 9, nada de braçada no esgoto do canal do Arruda, como na foto de Diego Nigro (JC Imagem), que assombrou o mundo esta semana. No país de Caça-Rato, alguns, como o próprio jogador, escapam graças ao futebol, ao funk, ao rap, ao pagode. Muitos outros ficam no caminho, caça-ratinhos fadados ao limbo dos refugos humanos ou às balas nada perdidas da polícia –quase sempre morte matada antes dos 30. No país de Caça-Rato, vale o libelo da música de Chico Science, no rastro das imagens do médico e escritor Josué de Castro (1908-73): o homem-caranguejo saiu do mangue e virou gabiru. No país de Caça-Rato, as vidas são desperdiçadas, velho Bauman, muito mais do que nos exemplos do teu livro sobre o tema. No país de Caça-Rato só há o barulho dos roedores em sinfonia (wagneriana) com a denúncia permanente das tripas. Neste país, não se diz estou abaixo da linha da pobreza ou qualquer outra frieza estatística, neste país se diz simplesmente “tô no rato”, o mesmo que estar lascado como um maxixe em cruz. O mesmo que estar na pele daquele roedor da fábula de Kafka, o bicho que vê o mundo cada vez mais estreito, sem saída à esquerda e muito menos à direita, restando apenas recorrer à orientação de um gato para não cair na ratoeira. O gato o orienta, civilizadamente, mas o abocanha na sequência. No país de Caça-Rato, tudo é mesmo diferente. Estádio não é arena, não se sabe quem governa, e o Santa Cruz é muito mais que a seleção Brasileira. É a pátria dos pés-descalços, ouviram do canal do Arruda às margens fétidas e baldeadas. O dialeto que se fala neste país não entra no Aurélio, mas sim no Liêdo, um sábio recifense, autor, entre outras joias, de “O Povo, o Sexo, a Miséria ou o Homem é Sacana”. A alta gastronomia no país de Caça-Rato tem o aruá, o sururu –já bem escasso e artigo de luxo–, o mingau de cachorro e o caroço de jaca assado na brasa. O rei do camarote neste país sem fronteiras é conhecido como cafuçu, o avesso do playboy, mas uma criatura que capricha no estilo dentro das suas posses. O jogador do Santa Cruz que dá nome a este país é o príncipe dos cafuçus. No reino de Caça-Rato, o menino que nada...

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